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Violência: Eu escrevo este texto com revolta, tristeza e um sentimento profundo de indignação. O Rio de Janeiro está sendo aterrorizado por jovens ladrões que já não se contentam em roubar. Eles parecem ter prazer em apertar o gatilho, em tirar vidas, em transformar famílias inteiras em vítimas eternas da violência.
Esta semana, o pagode perdeu mais um talento. O cantor Leonardo Pereira Afonso de Souza, o Leozinho, de apenas 38 anos, foi morto covardemente durante um assalto no Cachambi. Mais uma vida interrompida, mais um sonho enterrado, mais uma família destruída. E para quê? Para nada. Para o puro desprezo pela vida humana.
"O artista, que foi atingido por três disparos na região do abdômen, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. Amigos ainda chegaram a iniciar, nas redes sociais, uma campanha de doação de sangue, mas a vítima morreu horas depois de ser socorrida." (Jornal O Dia)
Dias antes, em Vista Alegre, um motoboy de 52 anos também foi assassinado. Ele fez tudo o que mandaram: entregou seus pertences, a moto, as chaves. Mesmo assim, tentou correr — talvez por instinto, talvez por medo — e foi morto a tiros. Os criminosos nem levaram nada. Atiraram para matar e foram embora. Isso não é roubo. Isso é barbárie.
"Imagens de câmeras de segurança instaladas na via registraram o momento em que dois homens armados, em uma segunda motocicleta, se aproximam e anunciam o assalto." (CNN)
O que estamos vivendo é desumano, inaceitável e inconcebível. Quando alguém mata mesmo após a vítima se render, não estamos falando de crime comum, estamos falando de uma completa falência moral. São pessoas que não reconhecem limites, não respeitam a vida e não têm qualquer temor da lei.
"Uma mulher foi baleada durante um assalto em Vila Valqueire, Zona Oeste do Rio (...). O criminoso atirou em Melissa Cristina Gouveia, de 45 anos, porque ela não tinha um modelo de iPhone que ele queria, segundo testemunhas." (G1)
E é aqui que eu faço um apelo direto às autoridades. A resposta do Estado precisa ser enérgica, firme e imediata. Não dá mais para tratar essa escalada de violência com discursos vazios, estatísticas frias ou promessas que nunca saem do papel. A população está refém, acuada, com medo de sair de casa para trabalhar, estudar ou simplesmente viver.
Essa vagabundagem precisa entender que tudo tem limite. E esse limite foi ultrapassado há muito tempo. A sociedade não aceita mais ver trabalhadores, artistas, pais de família e cidadãos honestos sendo executados em plena rua como se não valessem nada.
Respeitar a vida é o mínimo. Quando isso deixa de existir, o Estado tem o dever de agir com rigor, dentro da lei, mas com força. Porque o que está em jogo não é ideologia, não é política partidária — é o direito básico de continuar vivo.
O Rio de Janeiro não pode normalizar a morte. Eu não aceito. E acredito que a maioria da população também não aceita.
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