domingo, 25 de outubro de 2026

Da sala de aula tradicional à aprendizagem significativa: como a educação evoluiu e quais são os desafios do ensino no século XXI

 


Por Evandro Brasil
@evandrobrasil.oficial


Introdução: educar é muito mais do que transmitir conhecimentos

A educação acompanha as transformações da sociedade. Ao longo da história, os métodos de ensino, o papel do professor, a organização das escolas e a maneira como compreendemos a aprendizagem passaram por mudanças profundas. O que antes era frequentemente associado à transmissão de conteúdos e à memorização passou a incorporar, de maneira crescente, a participação ativa do estudante, o desenvolvimento do pensamento crítico, a construção da autonomia e a aplicação do conhecimento à realidade.

Compreender essa evolução é fundamental para professores, pedagogos, gestores escolares, estudantes e todos aqueles que reconhecem a educação como um dos principais instrumentos de desenvolvimento humano e transformação social.

Na perspectiva pedagógica, ensinar não significa apenas apresentar informações. Significa criar condições para que o educando compreenda, interprete, relacione e utilize o conhecimento de maneira consciente. Esse processo exige planejamento, fundamentação teórica, domínio dos conteúdos, sensibilidade às diferenças individuais e avaliação permanente dos resultados.

A educação contemporânea, portanto, precisa conciliar conhecimentos científicos, formação ética, desenvolvimento intelectual e preparação para a vida em sociedade. Para isso, é necessário compreender de onde viemos, quais teorias contribuíram para a transformação do ensino e quais desafios ainda precisam ser enfrentados.


1. A evolução histórica da educação e do processo de ensino

Durante muitos períodos da história, o acesso à educação formal esteve restrito a determinados grupos sociais. O ensino era influenciado pelas condições econômicas, políticas, culturais e religiosas de cada época. Em diferentes contextos, a aprendizagem dependia fortemente da autoridade do mestre, da repetição de informações e da reprodução de conhecimentos considerados essenciais.

Com a expansão dos sistemas públicos de ensino, a industrialização, o desenvolvimento científico e a ampliação dos direitos sociais, a educação passou a ser reconhecida progressivamente como um direito e como uma responsabilidade coletiva.

A escola moderna contribuiu para ampliar o acesso à leitura, à escrita, à matemática e aos conhecimentos científicos. Entretanto, a expansão da escolarização também trouxe desafios relacionados à qualidade do ensino, à formação docente, à desigualdade de oportunidades e à necessidade de atender estudantes com diferentes ritmos e condições de aprendizagem.

No modelo tradicional, a aula frequentemente se organizava em torno da exposição do professor. O estudante ocupava, em muitos casos, uma posição predominantemente receptiva. Isso não significa que toda prática tradicional seja inadequada, pois a explicação direta, a sistematização e a memorização também possuem funções pedagógicas importantes. O problema surge quando essas estratégias são utilizadas isoladamente, sem compreensão, reflexão ou aplicação do conteúdo.

Ao longo dos séculos XIX e XX, diferentes correntes pedagógicas passaram a questionar a ideia de que aprender consiste apenas em receber informações. Estudos sobre o desenvolvimento cognitivo, a interação social, a linguagem e a participação do estudante ampliaram a compreensão dos processos de aprendizagem.

A educação passou a incorporar estratégias como resolução de problemas, experimentação, trabalhos colaborativos, projetos interdisciplinares, investigação científica e contextualização dos conteúdos.

Na atualidade, os recursos digitais acrescentaram novas possibilidades ao ensino. Plataformas virtuais, bibliotecas digitais, simuladores, videoaulas e ferramentas de inteligência artificial podem facilitar o acesso à informação e diversificar as estratégias pedagógicas.

Entretanto, é necessário estabelecer uma distinção importante: ter acesso à informação não significa, necessariamente, produzir conhecimento. O estudante precisa aprender a selecionar fontes confiáveis, identificar erros, comparar perspectivas, formular perguntas e construir conclusões fundamentadas.

A evolução da educação não deve ser entendida como a substituição automática de um método antigo por outro moderno. O verdadeiro avanço está na capacidade de selecionar estratégias adequadas aos objetivos de aprendizagem, às características dos estudantes e ao contexto educacional.


2. Jean Piaget: o conhecimento é construído na interação com o mundo

Uma das contribuições fundamentais para a compreensão da aprendizagem foi desenvolvida pelo biólogo e epistemólogo suíço Jean Piaget.

Em sua teoria do desenvolvimento cognitivo, Piaget investigou como as crianças constroem conhecimentos e modificam suas estruturas de pensamento ao interagir com o ambiente. Sua abordagem demonstra que o desenvolvimento intelectual não consiste simplesmente em acumular informações. O sujeito participa ativamente da construção do conhecimento.


Entre os conceitos importantes de sua teoria estão a assimilação e a acomodação.

A assimilação ocorre quando a pessoa interpreta uma nova experiência utilizando conhecimentos ou estruturas mentais que já possui. A acomodação acontece quando essas estruturas precisam ser modificadas para incorporar informações ou situações que não podem ser explicadas adequadamente pelo entendimento anterior.

Para compreender essa ideia, imaginemos uma criança que conhece apenas cães pequenos. Ao encontrar um cachorro de grande porte, ela poderá inicialmente classificá-lo a partir de suas experiências anteriores. Com novas observações e orientações, poderá modificar sua compreensão e reconhecer que existem cães de diferentes tamanhos e características.

O exemplo é simples, mas demonstra um princípio relevante para o ensino: a aprendizagem envolve relações entre aquilo que o estudante já sabe e aquilo que precisa compreender.

Na prática pedagógica, essa perspectiva recomenda que o professor investigue os conhecimentos prévios da turma, proponha situações desafiadoras e ofereça oportunidades para observar, experimentar, comparar e explicar.

Em uma aula de Ciências, por exemplo, o docente pode iniciar o estudo sobre a germinação perguntando aos estudantes o que uma semente necessita para crescer. Em seguida, pode organizar uma experiência com sementes submetidas a diferentes condições de luz, água e temperatura, respeitando os objetivos e as condições de segurança da atividade.

Os estudantes poderão formular hipóteses, acompanhar resultados e comparar suas explicações iniciais com as evidências observadas.

Essa metodologia favorece a compreensão porque o conteúdo deixa de ser apenas uma informação apresentada pelo professor e passa a ser objeto de investigação.

É importante esclarecer, contudo, que a teoria de Piaget não significa deixar o estudante aprender sozinho. A ação pedagógica continua sendo necessária para organizar experiências, selecionar conteúdos, formular perguntas e favorecer a construção de conhecimentos mais elaborados.

A contribuição de Piaget para a educação está, sobretudo, na compreensão do estudante como sujeito ativo do processo de aprendizagem.


3. Lev Vygotsky: a aprendizagem também é um processo social

O psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky ofereceu outra contribuição decisiva para a pedagogia ao destacar a importância das relações sociais, da linguagem e da cultura no desenvolvimento humano.

Em sua perspectiva histórico-cultural, o desenvolvimento das funções psicológicas superiores está relacionado às experiências sociais e à apropriação de instrumentos culturais, especialmente a linguagem.

Isso significa que a aprendizagem não ocorre exclusivamente dentro do indivíduo. Ela também se desenvolve nas relações com professores, colegas, familiares e demais participantes da vida social.

Um conceito central dessa abordagem é a Zona de Desenvolvimento Proximal, geralmente apresentada como a distância entre aquilo que o estudante consegue realizar de maneira independente e aquilo que consegue realizar com a orientação de alguém mais experiente ou com a colaboração de outras pessoas.

Considere um estudante que ainda não consegue resolver determinado problema matemático sozinho. Com perguntas orientadoras, exemplos, demonstrações e acompanhamento do professor, ele pode compreender o procedimento e, posteriormente, executá-lo de forma autônoma.

Nesse caso, a intervenção pedagógica não substitui a atividade intelectual do estudante. Ela oferece o suporte necessário para que ele avance em sua aprendizagem.

Essa concepção evidencia a importância da mediação pedagógica. O professor precisa identificar as dificuldades dos alunos, ajustar as explicações, propor desafios possíveis e retirar gradualmente o apoio à medida que o estudante conquista maior autonomia.

A interação entre colegas também pode favorecer o aprendizado. Em atividades coletivas bem planejadas, os estudantes apresentam diferentes interpretações, justificam suas respostas, confrontam ideias e aprendem a argumentar.

Imagine uma turma estudando um problema ambiental do próprio município. O professor pode organizar grupos para investigar a coleta de resíduos, a qualidade dos espaços públicos e os impactos do descarte irregular de lixo. Os estudantes pesquisam, discutem informações, organizam dados e apresentam propostas.

Nesse processo, aprendem conteúdos científicos, desenvolvem a comunicação e exercitam a cooperação.

É importante destacar que o trabalho em grupo, por si só, não garante aprendizagem. A atividade precisa ter objetivos definidos, participação efetiva, acompanhamento docente e critérios de avaliação.

A teoria de Vygotsky ajuda a compreender que ensinar exige reconhecer o papel das relações humanas e organizar intervenções capazes de ampliar as possibilidades de desenvolvimento do educando.


4. Paulo Freire: ensinar é desenvolver autonomia e consciência crítica

No pensamento pedagógico brasileiro, Paulo Freire ocupa posição de destaque por suas contribuições à educação crítica, ao diálogo e à formação da autonomia.

Em sua obra Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, publicada em 1996, o autor apresenta uma reflexão sobre as responsabilidades do educador e a relação entre ensino, aprendizagem, ética e emancipação humana.

Uma de suas formulações mais conhecidas afirma:

"Ensinar não é transferir conhecimento.”

A ideia, desenvolvida por Freire, questiona uma concepção de ensino na qual o professor apenas deposita informações e o estudante se limita a recebê-las. Em contraposição, o educador deve criar condições para a produção e a construção do conhecimento.

Isso não significa que o professor deva abandonar sua responsabilidade de ensinar ou deixar de apresentar conteúdos científicos. Significa que o conhecimento precisa ser trabalhado de maneira que o estudante possa compreendê-lo, questioná-lo com fundamento, relacioná-lo à realidade e desenvolver sua capacidade de pensar.

A perspectiva freireana também valoriza o diálogo e o respeito aos saberes dos educandos. Esses conhecimentos, construídos na experiência cotidiana, constituem pontos de partida importantes para o trabalho pedagógico, embora devam ser examinados criticamente e ampliados por meio do conhecimento científico.

Considere uma aula sobre saúde pública. O professor pode começar investigando o que os estudantes conhecem sobre vacinação, saneamento básico e prevenção de doenças. A partir dessas experiências, apresenta conceitos científicos, analisa dados, esclarece dúvidas e estimula a avaliação crítica de informações falsas.

O objetivo não é substituir a ciência por opiniões pessoais, mas utilizar o diálogo como caminho para aprofundar a compreensão e desenvolver a responsabilidade intelectual.

Freire também destaca a dimensão ética da docência. O professor exerce influência na formação de pessoas e precisa agir com responsabilidade, coerência, respeito e compromisso com o direito de aprender.

Nessa perspectiva, a autoridade pedagógica não deve ser confundida com autoritarismo. O educador precisa conduzir o processo de ensino, estabelecer critérios e preservar a organização da sala de aula, sem impedir a participação, o questionamento e a expressão fundamentada dos estudantes.

A contribuição de Paulo Freire permanece relevante porque lembra que a educação não se limita à formação técnica. Ela também participa da construção da cidadania, da autonomia e da capacidade de compreender criticamente a realidade.


5. O que as três teorias nos ensinam sobre a prática pedagógica?

Piaget, Vygotsky e Freire desenvolveram teorias distintas, em contextos históricos e intelectuais diferentes. Suas ideias não devem ser tratadas como se fossem idênticas, mas oferecem contribuições que podem dialogar na organização do trabalho pedagógico.

A partir de Piaget, compreendemos a importância da atividade intelectual do estudante e de sua relação com os conhecimentos prévios.

Com Vygotsky, reconhecemos o papel da interação social, da linguagem e da mediação na aprendizagem.

Com Freire, destacamos a importância do diálogo, da autonomia, da reflexão crítica e da responsabilidade ética do educador.

Essas contribuições podem ser articuladas em uma prática de ensino que combine explicação, investigação, colaboração, reflexão e avaliação.

Por exemplo, ao ensinar determinado conteúdo, o professor pode começar identificando o que a turma já sabe. Depois, apresenta conceitos fundamentais, organiza atividades de investigação, promove discussões orientadas e acompanha as dificuldades individuais. Ao final, verifica se os estudantes compreenderam o conteúdo e conseguem aplicá-lo em situações diferentes.

Essa organização permite que o ensino seja intencional, sistemático e participativo.

O papel do pedagogo, nesse contexto, é contribuir para que as decisões educacionais tenham fundamentação teórica e correspondam às necessidades reais do processo de ensino e aprendizagem.


6. O professor contemporâneo: entre o conhecimento, a tecnologia e a responsabilidade pedagógica

As transformações tecnológicas ampliaram as possibilidades de ensinar e aprender, mas também criaram novas exigências para os profissionais da educação.

O professor contemporâneo precisa dominar os conteúdos que ensina, conhecer estratégias didáticas, compreender os processos de desenvolvimento e aprendizagem e utilizar recursos tecnológicos de maneira criteriosa.

A tecnologia pode facilitar a visualização de fenômenos, ampliar o acesso a fontes de pesquisa e permitir diferentes formas de participação. Entretanto, seu uso precisa estar subordinado aos objetivos pedagógicos.

Uma videoaula, por exemplo, pode ajudar a explicar um conceito complexo, mas não substitui necessariamente a discussão orientada, a prática, a resolução de problemas ou o acompanhamento das dificuldades dos estudantes.

O mesmo vale para a inteligência artificial. Essas ferramentas podem auxiliar na elaboração de materiais didáticos, na organização de estudos e na produção de atividades. Porém, as respostas geradas precisam ser verificadas, as fontes devem ser avaliadas e o uso educacional deve respeitar a autoria, a privacidade e a integridade acadêmica.

Outro desafio importante é a desigualdade educacional. Nem todos os estudantes possuem as mesmas condições de acesso à internet, aos equipamentos, aos livros ou a ambientes adequados de estudo. Por isso, modernizar o ensino também significa criar condições para que as oportunidades de aprendizagem sejam efetivamente acessíveis.

A inclusão exige reconhecer as diferenças entre os educandos e organizar estratégias que favoreçam sua participação. Isso pode envolver recursos de acessibilidade, materiais adaptados, diferentes formas de apresentar um conteúdo e acompanhamento pedagógico individualizado, conforme as necessidades identificadas.

Não existe uma única metodologia capaz de resolver todos os problemas educacionais. A escolha das estratégias deve considerar os objetivos, o conteúdo, a faixa etária, os conhecimentos prévios, as condições de ensino e os resultados observados.

O professor precisa, portanto, manter uma postura investigativa diante da própria prática. Planejar, executar, avaliar e replanejar são etapas interdependentes do trabalho docente.


7. Avaliação: medir resultados para melhorar a aprendizagem

A avaliação é um dos elementos fundamentais do processo de ensino. Sua finalidade não deve se limitar à atribuição de notas ou à classificação dos estudantes.

Uma avaliação pedagogicamente consistente permite identificar o que foi aprendido, quais dificuldades permanecem e quais intervenções podem melhorar os resultados.

A avaliação diagnóstica ajuda a reconhecer os conhecimentos prévios e as necessidades dos alunos. A avaliação formativa acompanha a aprendizagem durante as atividades e permite realizar ajustes. A avaliação somativa verifica os resultados alcançados ao final de determinado período ou unidade de ensino.

Essas modalidades podem ser utilizadas de forma complementar.

Uma prova escrita, por exemplo, pode verificar a compreensão de conceitos, mas talvez não seja suficiente para avaliar todas as competências necessárias à execução de uma atividade prática. Dependendo dos objetivos, o professor também poderá utilizar relatórios, apresentações, exercícios, observações, portfólios e projetos.

O instrumento deve corresponder àquilo que se pretende avaliar.

Também é necessário distinguir dificuldade de aprendizagem, falta de oportunidade de estudo e ausência de domínio de um conteúdo específico. O resultado de uma avaliação precisa ser interpretado com cuidado, considerando as condições em que a aprendizagem ocorreu.

Quando o professor identifica um erro, deve procurar compreender sua origem. O estudante não compreendeu o conceito? Interpretou incorretamente o enunciado? Não dominou um conhecimento anterior necessário? Teve dificuldade em organizar o raciocínio?

Essas perguntas permitem transformar a avaliação em uma oportunidade de intervenção pedagógica.

Uma educação comprometida com a aprendizagem não ignora os resultados. Ela os utiliza para orientar decisões, aperfeiçoar métodos e ampliar as possibilidades de desenvolvimento dos estudantes.


8. A valorização do pedagogo e a qualidade da educação

A pedagogia é uma área essencial para compreender, organizar, acompanhar e aperfeiçoar os processos educativos.

O pedagogo pode atuar na docência, na coordenação pedagógica, na gestão educacional, na formação de professores, no desenvolvimento de projetos e em outras atividades compatíveis com sua formação e com as exigências legais aplicáveis.

Sua atuação envolve conhecimentos sobre currículo, planejamento, didática, avaliação, desenvolvimento humano, políticas educacionais e organização do trabalho pedagógico.

É importante compreender que a qualidade da educação não depende exclusivamente do desempenho individual do professor. Ela também está relacionada às condições de trabalho, à formação continuada, à gestão escolar, à infraestrutura, à disponibilidade de materiais, à participação das famílias e à implementação de políticas públicas consistentes.

O profissional da pedagogia precisa analisar essas dimensões de maneira integrada, evitando explicações simplistas para problemas complexos.

Valorizar o pedagogo significa reconhecer que o ensino exige conhecimento científico, competência profissional, planejamento e reflexão permanente. A experiência prática é importante, mas deve caminhar junto com o estudo, a atualização e a avaliação crítica das próprias decisões.

Da mesma forma, a formação continuada não deve ser entendida como uma formalidade para obtenção de certificados. Seu valor está na capacidade de ampliar conhecimentos, aperfeiçoar práticas e responder a novos desafios educacionais.


9. Conclusão: o futuro da educação depende da qualidade das decisões de hoje

A história da educação demonstra que ensinar é uma atividade dinâmica, influenciada pelas transformações sociais, culturais, científicas e tecnológicas.

As contribuições de Jean Piaget, Lev Vygotsky e Paulo Freire ajudam a compreender diferentes dimensões desse processo. O estudante participa ativamente da construção do conhecimento, aprende por meio das relações sociais e precisa desenvolver autonomia para interpretar a realidade e agir de maneira responsável.

Esses princípios não eliminam a importância do professor. Ao contrário, ampliam a exigência de uma atuação profissional fundamentada, planejada e comprometida com a aprendizagem.

A educação contemporânea precisa superar tanto a transmissão mecânica de informações quanto a utilização indiscriminada de métodos apresentados como inovadores. O que realmente importa é saber se as estratégias adotadas favorecem a compreensão, o desenvolvimento intelectual, a autonomia e a aplicação do conhecimento.

A tecnologia deve ser utilizada com propósito. A avaliação deve orientar a aprendizagem. O planejamento deve considerar as necessidades dos estudantes. E a formação docente precisa permanecer como um compromisso contínuo.

Como reflexão final, é necessário reconhecer que a evolução da educação não se mede apenas pela modernização das escolas ou pela quantidade de recursos disponíveis, mas pela capacidade de garantir uma aprendizagem significativa, inclusiva, crítica e socialmente relevante.

Educar é preparar pessoas para compreender o mundo, participar da sociedade e construir possibilidades para o futuro. Essa responsabilidade exige competência técnica, sensibilidade humana e compromisso permanente com a qualidade do ensino.

A pedagogia, quando fundamentada no conhecimento científico e orientada por princípios éticos, contribui decisivamente para transformar a educação em uma experiência de desenvolvimento humano, cidadania e emancipação.


Referências bibliográficas

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1999.

VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.


Sobre o autor

Evandro Brasil é professor, pedagogo e consultor, com formação técnica em Contabilidade e Segurança do Trabalho. Possui pós-graduação em Microbiologia e Análises Clínicas, Estética e Cosmetologia e Geriatria e Gerontologia, além de ter cursado oito períodos de Biomedicina.

É diretor-presidente do Instituto Evandro Brasil e da Promover Brasil, com experiência superior a duas décadas em educação, capacitação profissional, gestão educacional e consultoria. Atua no desenvolvimento de iniciativas de formação e qualificação, com interesse na valorização dos profissionais da educação, na aprendizagem ao longo da vida e na ampliação das oportunidades de acesso ao conhecimento.

Por meio de seus estudos, artigos e publicações, busca contribuir para o debate sobre educação, desenvolvimento humano, qualificação profissional e transformação social.

Evandro Brasil
Professor, pedagogo e educador comprometido com a ética, o conhecimento e a qualidade da educação.



quarta-feira, 16 de setembro de 2026

NR-24 é atualizada: o que muda nas condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho

Nova atualização da NR24 trás recomendações importantes para a higiene dos trabalhadores 

Por Evandro Brasil| E-Brasil Consultoria, Treinamentoe & Servicos

SST: A segurança e saúde no trabalho estão em constante evolução, e acompanhar as alterações das Normas Regulamentadoras deixou de ser apenas uma obrigação documental. Para empresas, gestores, profissionais de SST e trabalhadores, compreender as mudanças antes da fiscalização ou da ocorrência de um problema é uma questão de prevenção, responsabilidade e gestão.

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Portaria MTE/GM nº 1.590, de 11 de setembro de 2026, que altera a Norma Regulamentadora nº 24, a NR-24, responsável pelas condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 14 de setembro de 2026 e estabelece que as alterações entrarão em vigor 120 dias após a publicação. 

A mudança merece atenção especial de empresas que possuem trabalhadores em atividades externas, temporárias, itinerantes, remotas ou em locais onde a implantação de instalações sanitárias convencionais apresenta dificuldades técnicas.


Uma das principais novidades: instalações sanitárias móveis

A nova redação da NR-24 passa a regulamentar expressamente a utilização de instalações sanitárias móveis quando houver inviabilidade técnica para utilização de outro mecanismo de instalação sanitária.

Mas atenção: isso não significa que a empresa poderá simplesmente substituir o banheiro convencional por banheiro químico por conveniência.

A norma estabelece situações que podem caracterizar inviabilidade técnica, como ausência de rede de esgoto ou infraestrutura sanitária, natureza temporária, itinerante ou remota da atividade, determinadas restrições ambientais ou legais e impossibilidade técnica relacionada à topografia, segurança ou logística. 

Além disso, as instalações móveis deverão atender a uma série de requisitos de higiene, segurança e privacidade.

Entre eles estão portas com fechamento interno, conservação e limpeza, piso e paredes impermeáveis e laváveis, peças sanitárias íntegras, ventilação adequada, lavatório e condições apropriadas para limpeza e secagem das mãos.

A higienização deverá ser realizada, no mínimo, diariamente. Quando houver tratamento químico ou sistema de enclausuramento de dejetos, também haverá exigências específicas relacionadas ao esvaziamento e ao registro dessas operações. 


A distância entre o trabalhador e o banheiro também foi regulamentada

Outro ponto importante é o deslocamento.

Quando utilizada uma instalação sanitária móvel, a NR-24 estabelece distância máxima de 150 metros entre o posto de trabalho e a instalação.

Caso seja tecnicamente inviável cumprir esse limite, a distância poderá ser ampliada desde que seja disponibilizado veículo ou outro meio de transporte para o deslocamento dos trabalhadores. 

Esse detalhe é particularmente relevante para obras, atividades externas, eventos, operações temporárias e outras situações em que os trabalhadores estejam distribuídos em grandes áreas.

Mudanças também alcançam água potável e higiene das mãos


A atualização também modifica requisitos relacionados ao fornecimento de água.

A NR-24 passa a determinar que esteja disponível, em quantidade suficiente, água potável, filtrada e fresca, sendo proibido o uso de copos coletivos.

Quando não for possível fornecer a água da forma prevista na instalação, a norma permite o fornecimento em recipientes portáteis próprios e hermeticamente fechados, que devem permanecer acondicionados em local apropriado durante a jornada. 

Também foi reforçada a proibição do uso de toalhas coletivas e sabonete em barra nos lavatórios, exigindo material ou dispositivo apropriado para limpeza, enxugo ou secagem das mãos. 


O que as empresas precisam fazer agora?

Embora a nova redação ainda tenha prazo de 120 dias para entrar em vigor, esperar até o último momento não é uma estratégia adequada de SST.

A empresa deve começar a avaliar seus ambientes e processos, verificando, entre outros pontos:

• condições atuais das instalações sanitárias;

• disponibilidade e qualidade da água potável;

• condições dos lavatórios;

• utilização de instalações sanitárias móveis;

• distância entre os trabalhadores e as instalações;

• procedimentos de limpeza e higienização;

• registros de manutenção, limpeza e esvaziamento de módulos sanitários;

• condições de trabalhadores em atividades externas;

• adequação das medidas existentes ao gerenciamento de riscos ocupacionais.


A NR-24 não deve ser analisada isoladamente. As condições sanitárias e de conforto fazem parte do conjunto de medidas de proteção à saúde e à segurança dos trabalhadores e precisam ser consideradas dentro da realidade de cada organização.


NR-24 e o trabalho do profissional de Segurança do Trabalho

Para o profissional de SST, uma alteração como essa representa mais do que uma simples atualização legislativa.

É necessário transformar o texto da norma em medidas práticas dentro da empresa.

Isso envolve identificar as situações aplicáveis, avaliar os ambientes e processos de trabalho, verificar evidências documentais, orientar empregadores e trabalhadores e acompanhar a implementação das medidas necessárias.

É justamente nesse ponto que a consultoria em Segurança do Trabalho pode fazer diferença.

Uma empresa que apenas “tem documentos” não necessariamente possui uma gestão de SST eficiente. O verdadeiro objetivo é fazer com que as exigências legais sejam incorporadas à realidade operacional.


Minha orientação às empresas

Se sua empresa utiliza banheiros químicos, possui trabalhadores externos, atua em obras, eventos, áreas remotas ou atividades itinerantes, este é um bom momento para revisar seus procedimentos.

Não espere a fiscalização, uma autuação ou um acidente para descobrir que determinado procedimento precisava ser corrigido.

A atualização da NR-24 deve ser encarada como oportunidade para revisar condições de higiene, conforto e dignidade no trabalho, reduzindo riscos e fortalecendo a gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.

A Portaria MTE nº 1.590/2026 já foi publicada. Agora é hora de entender a mudança e preparar a empresa para sua entrada em vigor. 


E-Brasil Consultoria, Treinamentos e Serviços

Informação técnica, prevenção e gestão responsável em Segurança e Saúde no Trabalho.

Acompanhe meu trabalho no Instagram: @ebrasilconsultoria.sst

E continue acompanhando este blog. Aqui você encontrará análises, atualizações das Normas Regulamentadoras, conteúdos de Segurança do Trabalho e informações práticas para profissionais, trabalhadores e empresas.

E se precisar de ajuda conte conosco.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Famílias atípicas: quando o amor precisa enfrentar uma sociedade que ainda não está preparada

Famílias atípicas necessitam de apoio, de atenção e, principalmente, de respeito. Imagem de arquivo - Campo Grande News

@evandrobrasil.oficial

Famílias atípicas: Ser mãe, pai ou familiar de uma pessoa com deficiência, autismo, uma condição rara ou qualquer outra necessidade específica é, antes de tudo, uma experiência de amor, cuidado e dedicação. Mas também pode ser uma caminhada marcada por desafios que muitas vezes são invisíveis para quem está do lado de fora.

As chamadas famílias atípicas convivem diariamente com uma realidade que exige muito mais do que carinho. Exige tempo, informação, recursos financeiros, acesso à saúde, educação inclusiva, transporte adequado, profissionais capacitados e, principalmente, compreensão. Muitas mães e pais precisam reorganizar completamente suas vidas para acompanhar consultas, terapias, avaliações, tratamentos e atividades escolares. Em muitos casos, um dos responsáveis precisa reduzir ou abandonar o trabalho para garantir os cuidados necessários ao filho. Isso pode significar perda de renda, dificuldades profissionais e dependência financeira. E existe ainda uma outra dimensão que precisamos discutir: o cansaço emocional.

Nem sempre essas famílias encontram alguém disposto a ouvir. Nem sempre encontram uma escola preparada. Nem sempre conseguem atendimento especializado pelo sistema público. Nem sempre conseguem pagar aquilo que seus filhos precisam.

Há famílias que passam meses ou anos aguardando uma avaliação, uma terapia, um atendimento especializado ou a obtenção de um diagnóstico. Enquanto isso, a criança cresce e perde oportunidades importantes de desenvolvimento e inclusão.

Precisamos entender que inclusão não é apenas colocar uma pessoa em determinado espaço. Inclusão significa garantir condições reais para que ela participe, aprenda, se desenvolva, trabalhe, tenha autonomia e exerça plenamente sua cidadania.


Também precisamos olhar para quem cuida. Uma política pública verdadeiramente inclusiva não pode enxergar somente a pessoa com deficiência. Precisa enxergar a família inteira. Precisa oferecer apoio psicológico, orientação social, capacitação, acesso à saúde, educação, assistência social, oportunidades de trabalho e mecanismos que permitam aos cuidadores também cuidarem de si mesmos.

- A mãe atípica não pode ser lembrada somente quando existe uma campanha de conscientização.

- O pai atípico também não pode ser invisível.

- Os irmãos, avós e demais familiares também fazem parte dessa realidade.

Precisamos construir uma sociedade na qual essas famílias não tenham que lutar diariamente contra a burocracia, o preconceito, a falta de informação e a ausência de serviços.

O desafio é transformar empatia em ação. É defender escolas verdadeiramente inclusivas. É ampliar o acesso às terapias e aos profissionais especializados. É garantir acessibilidade e mobilidade. É criar políticas de geração de renda e empregabilidade para os cuidadores. É fortalecer a assistência social. É capacitar profissionais. É combater o preconceito. E, acima de tudo, é ouvir as próprias famílias.

Ninguém conhece melhor as dificuldades de uma família atípica do que quem vive essa realidade todos os dias.


Precisamos deixar de perguntar apenas "como podemos ajudar?" e começar a construir, junto com essas famílias, soluções concretas.

Uma sociedade justa não é aquela que oferece oportunidades somente para quem consegue caminhar sozinho. Uma sociedade justa é aquela que cria condições para que todos possam caminhar, cada um dentro das suas possibilidades, com dignidade, respeito e oportunidades. Cuidar das famílias atípicas é cuidar do presente e do futuro do Brasil. E essa responsabilidade não pertence somente ao Estado. Pertence também à sociedade, às escolas, às empresas, aos profissionais de saúde, às instituições e a cada um de nós. Porque nenhuma família deveria enfrentar sozinha uma jornada que já é tão desafiadora.

Famílias atípicas não precisam de pena. Precisam de respeito, oportunidade, acolhimento e políticas públicas que funcionem.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Um Brasil Mais Velho Exige Uma Nova Política.”

População idosa cresce no Brasil. Imagem de Reprodução - Ceará em Pauta 

@evandrobrasil.oficial

Envelhecimento: O Brasil está envelhecendo. Hoje, cerca de 17% da população brasileira já tem 60 anos ou mais. E existe uma outra parcela que precisa entrar definitivamente na agenda pública: milhões de brasileiros com 50 anos ou mais que já enfrentam dificuldades para permanecer no mercado de trabalho, cuidar da saúde, garantir renda e planejar um envelhecimento digno.

Envelhecer não pode significar perder oportunidades, autonomia ou dignidade.

Precisamos construir, no Brasil e em cada estado, uma verdadeira política pública para a população 50+, 60+ e para a pessoa idosa.

Uma política que valorize a saúde preventiva e o atendimento especializado; a capacitação profissional e a inclusão digital; a geração de renda, o empreendedorismo e novas oportunidades de trabalho; a habitação digna e acessível; a mobilidade urbana; o acesso à cultura, ao esporte e ao lazer; a convivência social; e o direito de cada pessoa exercer sua liberdade religiosa com respeito e sem discriminação.

Também precisamos preparar o país para uma nova realidade: pessoas que chegam aos 50, 60, 70, 80 anos e continuam capazes de produzir, aprender, ensinar, trabalhar, empreender, participar da sociedade e contribuir para o desenvolvimento do país.

Não queremos apenas acrescentar anos à vida. Queremos acrescentar vida aos anos.

Defender a população idosa e a população 50+ é defender quem construiu este país e, ao mesmo tempo, preparar o Brasil para o seu próprio futuro.

Essa é uma proposta para um governo e de Estado: transformar o envelhecimento populacional em uma prioridade das políticas públicas, garantindo saúde, renda, trabalho, moradia, mobilidade, cultura, liberdade, autonomia e, acima de tudo, dignidade.

Envelhecer é um direito. Viver bem também.


Texto de Evandro Brasil 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

NOS AJUDE A CONSTRUIR UMA NOVA POLÍTICA


@evandrobrasil.oficial

Doações: Uma campanha eleitoral não se faz apenas com discursos. Ela precisa de pessoas, trabalho, informação, comunicação e recursos para chegar a cada bairro e conversar com cada eleitor. É por isso que estou pedindo o seu apoio.

Se você acredita que a política precisa de mais transparência, ética, responsabilidade e compromisso com a população, considere fazer uma doação para a nossa campanha.

Não precisamos de grandes doadores. Precisamos de muitas pessoas que acreditam que pequenas contribuições, somadas, podem fazer uma grande diferença. Cada recurso recebido será utilizado dentro da legislação eleitoral e com responsabilidade, porque quem doa tem o direito de saber como o dinheiro da campanha é utilizado.

Quero fazer uma campanha diferente: com prestação de contas, transparência e participação popular.

Se você acredita nesse projeto, participe. Doe o que puder e ajude a levar nossa mensagem para mais pessoas.

A política também pode ser feita com honestidade. E essa mudança começa com a participação de cada um de nós.

Evandro Brasil
Deputado Estadual
40140

Transparência e Ética na Política.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Fim da escala 6x1: o trabalhador merece mais tempo para viver

A tecnologia aumentou a produtividade. Agora é hora de transformar esse avanço em qualidade de vida, defendendo a escala 5x2 sem redução salarial.


@evandrobrasil.oficial

Direito do Trabalhador: Sou a favor da redução da escala 6x1 para 5x2, com dois dias de descanso semanal e sem redução salarial.

Não se trata de ser contra o trabalho. Pelo contrário. Trata-se de reconhecer que o mundo mudou, a economia mudou e a tecnologia mudou. Máquinas, automação, sistemas digitais, inteligência artificial e novas formas de organização da produção permitem que muitas atividades sejam realizadas com mais eficiência e produtividade do que no passado.

O Brasil precisa transformar esse avanço tecnológico em melhoria da qualidade de vida de quem trabalha.

Hoje, os números mostram que a escala 5x2 já é uma realidade para a maioria. Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, com base em 50,3 milhões de vínculos registrados no eSocial, identificou que 29,7 milhões já trabalham cinco dias e descansam dois. Outros 14,8 milhões ainda estão submetidos à escala 6x1, trabalhando seis dias para ter apenas um dia de descanso. Isso representa 33,2% dos vínculos analisados.

Estamos falando de aproximadamente 14,8 milhões de trabalhadores brasileiros que ainda vivem uma rotina na qual o descanso, o convívio familiar, o lazer, os estudos e até o cuidado com a própria saúde ficam comprimidos em apenas um dia por semana.

A redução para 5x2 não significa necessariamente trabalhar menos e produzir menos. Significa organizar melhor o trabalho. Trabalhador descansado tende a ter melhores condições de concentração, segurança, produtividade e qualidade na execução de suas atividades. O próprio debate técnico conduzido pelo DIEESE destaca entre os possíveis efeitos positivos da redução da jornada a preservação da saúde, o aumento da produtividade e a ampliação do tempo disponível para qualificação profissional.

Também precisamos ter responsabilidade com as empresas. A mudança deve considerar as características de cada atividade, especialmente setores que funcionam todos os dias, como comércio, alimentação, hospedagem, transporte e serviços essenciais. Nesses casos, é possível organizar escalas de revezamento para garantir o funcionamento dos estabelecimentos sem transformar o trabalhador em alguém que praticamente vive para trabalhar.

A Câmara dos Deputados já aprovou, em comissão especial, uma proposta de transição para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e garantir dois dias de descanso remunerado.

Eu defendo esse avanço porque acredito que o desenvolvimento econômico precisa estar acompanhado de desenvolvimento humano.

A tecnologia não pode servir apenas para aumentar a produção e o lucro. Se conseguimos produzir mais com máquinas, sistemas e inteligência artificial, também precisamos utilizar esse ganho de produtividade para proporcionar mais tempo de vida às pessoas.

Mais tempo para os filhos. Mais tempo para os pais. Mais tempo para estudar. Mais tempo para cuidar da saúde. Mais tempo para participar da comunidade. Mais tempo simplesmente para viver.

Trabalho é dignidade. Mas descanso também é direito.

Como deputado estadual, vou defender políticas que valorizem o trabalhador, estimulem a produtividade, respeitem as empresas e preparem o Rio de Janeiro para uma nova realidade do mundo do trabalho.

Sou a favor da escala 5x2.

14,8 milhões de brasileiros ainda esperam por essa mudança.

Evandro Brasil
Deputado Estadual
40140
Transparência e ética na política

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Educação no Rio: 70,9% dos alunos não dominam o básico em matemática. Isso precisa mudar


@evandrobrasil.oficial

70,9% não dominam adequadamente Matemática.

44,5% não dominam adequadamente Língua Portuguesa.

Educação: Esses números revelam uma realidade que não podemos aceitar: milhares de estudantes fluminenses estão avançando na escola sem aprender aquilo que é fundamental para construir um futuro melhor.

A educação do Rio de Janeiro precisa deixar de ser tratada como promessa de campanha e passar a ser prioridade de verdade.

O resultado de anos de problemas, falta de planejamento, investimentos insuficientes e decisões políticas que não colocaram a aprendizagem dos nossos alunos no centro precisa ser enfrentado.

Eu quero trabalhar ao lado dos professores, profissionais da educação, famílias e estudantes para mudar essa realidade.

Precisamos valorizar os profissionais, melhorar as condições das escolas, acompanhar os resultados de aprendizagem e garantir que cada criança e adolescente tenha o direito de aprender.

O Rio de Janeiro não pode continuar aceitando resultados ruins como se fossem normais.

Isso precisa mudar. E começa com compromisso, fiscalização, responsabilidade e trabalho.


Evandro Brasil

Deputado Estadual

40140

Transparência e ética na política, em defesa da educação no Rio de Janeiro.

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Da sala de aula tradicional à aprendizagem significativa: como a educação evoluiu e quais são os desafios do ensino no século XXI

  Por Evandro Brasil @evandrobrasil.oficial Introdução: educar é muito mais do que transmitir conhecimentos A educação acompanha as transfor...