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Enchentes: Eu moro e atuo em Duque de Caxias, onde a luta contra as enchentes é parte da nossa rotina. Todos os anos, na temporada de chuva, famílias sofrem com ruas alagadas, casas invadidas pela água e prejuízos que poderiam ser evitados com planejamento e gestão eficazes. A Baixada Fluminense e a região metropolitana do Rio de Janeiro enfrentam um histórico de enchentes graves, com episódios registrados inclusive em Duque de Caxias durante fortes chuvas no estado do Rio de Janeiro.
O impacto das enchentes é sentido em toda a vida urbana: moradores ilhados, comércios afetados, dificuldade de deslocamento e danos à infraestrutura básica. Isso acontece porque nossa infraestrutura de drenagem é insuficiente e muitas vezes mal mantida. Estudos sobre saneamento mostram que menos da metade das vias urbanas de Duque de Caxias possuem pavimentação adequada e sistemas completos de drenagem pluvial, uma lacuna que agrava os alagamentos.
O chamado Projeto Iguaçu é uma iniciativa que existe desde 2015 e foi planejado para reduzir enchentes e recuperar áreas degradadas da bacia dos rios Iguaçu e Sarapuí. Esse projeto, que envolve Governo Federal, Governo do Estado e Prefeitura, prevê obras de macrodrenagem, limpeza de calhas, recuperação de áreas de amortecimento e requalificação da mesodrenagem, com investimentos previstos de cerca de R$160 milhões.
Porém, mesmo com projetos como esse, muitas etapas ainda não saíram do papel com a celeridade e eficiência necessárias. Obras atrasam, cronogramas mudam e a população continua sofrendo ano após ano. Em várias partes do estado, inclusive, houve registro de intervenções suspensas ou executadas de forma insatisfatória, mostrando que iniciativas pontuais não bastam.
Enquanto isso, a Prefeitura de Duque de Caxias "afirma" que mantém um programa contínuo de combate às enchentes, com limpeza e desassoreamento de rios e canais em todos os distritos, canalização de valas e galerias e obras de macrodrenagem — como a canalização dos canais Caboclo, Roncador, Ruy Barbosa, Vasquinho e Canaã — e a retirada diária de milhares de toneladas de sedimentos.
Essas ações isoladas justificam o gasto público, mas não são suficientes para reduzir os impactos. Se faz necessário trabalho diário, planejamento e manutenção constante da infraestrutura. Isso precisa ser ampliado, fiscalizado e articulado com urgência, não apenas em Duque de Caxias, mas também nos municípios vizinhos, como São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Nova Iguaçu, que também sofrem com enchentes em períodos de chuva intensa.
O governo do estado também afirma que tem projetos estruturantes em andamento com obras de macrodrenagem e áreas de lazer que se integram ao combate às enchentes — como a intervenção no Canal Rui Barbosa, por exemplo — mas isso, também, não substitui a necessidade de ações eficazes, contínuas e verdadeiramente integradas entre União, Estado e municípios.
Estratégia que precisamos fortalecer:
✓ Manutenção diária de redes de drenagem e galerias pluviais, com cronograma público e fiscalização;
✓ Limpeza e desassoreamento contínuos de rios, canais e córregos;
✓ Educação ambiental para que o descarte de lixo e resíduos não comprometa o escoamento das águas;
✓ Mapeamento e monitoramento de áreas de risco com sistemas de alerta à população;
✓ Integração metropolitana para ações coordenadas entre cidades vizinhas;
✓ Transparência e participação social na execução de projetos como o Projeto Iguaçu.
O povo de Duque de Caxias não merece tanto sofrimento diante de algo que é recorrente, mas que tem soluções quando há vontade política e trabalho constante. Enfrentamento as enchentes se faz todos os dias. Este é um desafio que só venceremos com governo um comprometido com essa missão, gestão técnica, e a participação consciente da sociedade.
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