sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Hamlet e o Luto de um Pai: A Dor que Transformou Shakespeare em Eternidade



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Arte: Ao estudar a trajetória de William Shakespeare, é impossível ignorar um episódio que, ao meu ver, ajuda a compreender a profundidade emocional de sua obra: a morte de seu filho Hamnet Shakespeare, em 1596.

"A tragédia Hamlet, escrita por William Shakespeare por volta de 1599–1601, é frequentemente associada à morte de seu filho Hamnet Shakespeare, que faleceu em 1596, aos 11 anos de idade."

Hamnet tinha apenas 11 anos. Poucos anos depois, Shakespeare escreveria aquela que se tornaria uma das maiores tragédias da literatura universal: Hamlet.

Não há um documento oficial afirmando que a peça foi escrita em homenagem ao filho. Contudo, ao analisarmos o contexto histórico, o intervalo temporal entre a perda e a criação da obra, e a própria estrutura dramática do texto, a conexão deixa de parecer coincidência e passa a ser uma hipótese literária consistente.

Na Inglaterra elisabetana, os nomes Hamnet e Hamlet eram variantes linguísticas intercambiáveis. Essa proximidade nominal, associada ao fato de que a peça é construída sobre a dor da perda, o luto não resolvido e a relação entre pais e filhos, não pode ser ignorada sob uma análise crítica séria.

Quando leio Hamlet, não vejo apenas um príncipe dinamarquês consumido pela dúvida. Vejo a elaboração simbólica de uma ausência. Vejo um pai que perdeu um filho — ou um filho que perdeu um pai — e a complexidade emocional que nasce desse rompimento irreparável.

A tragédia não é apenas política ou filosófica. Ela é existencial. Ela é humana.

A genialidade de Shakespeare não está apenas na construção estética da linguagem, mas na capacidade de transformar dor em arte permanente. Se Hamnet influenciou ou não a escrita de Hamlet de forma consciente, o fato é que a obra carrega uma densidade emocional compatível com alguém que conheceu o luto de perto.

Como pesquisador e observador atento da história e da literatura, entendo que grandes obras não nascem no vazio. Elas emergem de experiências profundas. E poucas experiências são tão transformadoras quanto a perda de um filho.

Talvez seja exatamente por isso que Hamlet atravessa séculos: porque ali não há apenas teatro — há humanidade.

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A TRÍADE DINÂMICA ADAPTATIVA (TDA): Uma Proposta Conceitual para Análise Sistêmica do Modelo Homem–Tarefa–Máquina

A TRÍADE DINÂMICA ADAPTATIVA (TDA):

Uma Proposta Conceitual para Análise Sistêmica do Modelo Homem–Tarefa–Máquina

Autor do Estudo: Professor Evandro Brasil. Pedagogo; SST (Saude e Segurança do Trabalho). Instituto Evandro Brasil, Rio de Janeiro. Fev/2026.

Trabalhadores na Construção Civil. Imagem meramente ilustrativa. - Reprodução Agência Brasil.


Resumo

O Sistema Homem–Tarefa–Máquina (HTM) constitui um dos pilares da ergonomia moderna, consolidado a partir da abordagem sistêmica do trabalho no século XX. Embora amplamente utilizado na Análise Ergonômica do Trabalho (AET), o modelo tradicional apresenta caráter predominantemente descritivo. O presente artigo propõe a Teoria da Tríade Dinâmica Adaptativa (TDA) como uma sistematização operacional do modelo HTM, introduzindo variáveis comparativas, princípios estruturantes e um indicador de equilíbrio sistêmico. A proposta visa oferecer um referencial metodológico aplicável à análise ergonômica contemporânea, permitindo elaboração de fluxogramas decisórios e suporte técnico à gestão de riscos ocupacionais.


Palavras-chave: Ergonomia; Sistema Homem–Tarefa–Máquina; Análise Ergonômica do Trabalho; Modelo Sistêmico; Gestão de Riscos.


1. Introdução

A ergonomia consolidou-se como disciplina científica no período pós-guerra, especialmente a partir da formalização da International Ergonomics Association (IEA), sendo definida como a ciência que estuda as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema.

O modelo Homem–Tarefa–Máquina (HTM) emergiu como representação estrutural dessas interações, fundamentando abordagens em fatores humanos, engenharia de segurança e psicodinâmica do trabalho.

Entretanto, a crescente complexidade dos sistemas produtivos — particularmente na era da automação e da Indústria 4.0 — demanda modelos analíticos mais operacionais e comparativos.

Nesse contexto, propõe-se a Tríade Dinâmica Adaptativa (TDA).


2. Fundamentação Teórica

2.1 Abordagem Sistêmica do Trabalho

A visão sistêmica aplicada à ergonomia tem raízes na Teoria Geral dos Sistemas (Bertalanffy, 1968), segundo a qual sistemas complexos devem ser compreendidos a partir da interação entre seus componentes.

Na ergonomia, essa abordagem foi incorporada aos estudos de fatores humanos e à análise da atividade real (Wisner, 1987).


2.2 Sistema Homem–Tarefa–Máquina

Autores clássicos como Iida (2005) e Grandjean (1998) destacam que o desempenho humano no trabalho depende da adequação entre:

- Capacidades humanas

- Exigências da tarefa

- Configuração técnica dos equipamentos

A Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) institucionaliza esse princípio ao determinar que as condições de trabalho devem ser adaptadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Contudo, a literatura tradicional descreve a interação HTM sem propor um modelo comparativo formal de equilíbrio.


3. A Teoria da Tríade Dinâmica Adaptativa (TDA)

3.1 Estrutura Conceitual

A TDA estrutura o sistema em três variáveis centrais:

- Capacidade Humana (CH)

- Exigência da Tarefa (ET)

- Configuração da Máquina (CM)

O equilíbrio ergonômico ocorre quando:


CH ≥ ET, com CM compatível com CH.


3.2 Princípios Estruturantes

A TDA fundamenta-se em três princípios:


3.2.1 Princípio do Alinhamento

O desempenho seguro depende da compatibilidade entre capacidades humanas e demandas operacionais.


3.2.2 Princípio da Compensação

Quando um elemento apresenta limitação, outro pode compensar, desde que tecnicamente ajustado.

Exemplo: Automação adequada pode reduzir sobrecarga cognitiva.


3.2.3 Princípio da Retroalimentação

O sistema deve possuir mecanismos contínuos de monitoramento para ajuste adaptativo.


Indicadores possíveis:

- Taxa de erro

- Fadiga

- Absenteísmo

- Incidentes


4. Indicador de Equilíbrio Sistêmico (IES)

Propõe-se a criação do:

IES = f (CH, ET, CM)

Onde:

IES Alto → Equilíbrio ergonômico

IES Moderado → Ajuste preventivo necessário

IES Baixo → Risco elevado

Esse indicador permite operacionalizar a análise ergonômica, superando abordagens exclusivamente qualitativas.


5. Aplicabilidade Metodológica

A TDA possibilita a construção de um fluxograma decisório com as seguintes etapas:

1. Avaliação da Capacidade Humana

2. Análise da Exigência da Tarefa

3. Verificação da Configuração da Máquina

4. Comparação CH × ET

5. Avaliação compensatória da CM

6. Proposição de ajustes

7. Monitoramento contínuo


Esse modelo é compatível com:

- Análise Ergonômica do Trabalho (AET)

- Gestão de Riscos Ocupacionais

- Projetos de concepção industrial

- Sistemas automatizados


6. Discussão

A principal contribuição da TDA é transformar o modelo HTM de estrutura descritiva para ferramenta analítica comparativa.

Enquanto a ergonomia clássica identifica interações, a TDA permite:

- Hierarquização de riscos

- Construção de indicadores

- Formalização de decisões técnicas

- Integração com sistemas de gestão

A proposta dialoga com a ergonomia contemporânea, que exige métricas e integração com modelos de governança organizacional.


7. Conclusão

A Tríade Dinâmica Adaptativa não substitui o modelo Homem–Tarefa–Máquina, mas o sistematiza em estrutura comparativa e operacional.

Sua contribuição reside em:

- Formalização conceitual

- Integração de princípios de alinhamento e compensação

- Introdução de indicador de equilíbrio

- Aplicabilidade prática via fluxograma

Trata-se de proposta teórica derivada dos fundamentos clássicos da ergonomia, com potencial de aplicação didática e técnica.


Referências Bibliográficas

BERTALANFFY, L. Teoria Geral dos Sistemas. 1968.

GRANDJEAN, E. Manual de Ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto Alegre: Bookman, 1998.

IIDA, I. Ergonomia: Projeto e Produção. São Paulo: Edgard Blücher, 2005.

WISNER, A. Por Dentro do Trabalho. São Paulo: Oboré, 1987.

International Ergonomics Association. Definition of Ergonomics.

Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 17 – Ergonomia.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estabelecido

 


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Segurança do Trabalho: A gestão eficaz de riscos ocupacionais não é apenas uma exigência legal — é um diferencial estratégico para qualquer organização, seja na indústria, no comércio ou no setor de serviços.

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estabelecido pela Norma Regulamentadora nº 01, exige que as empresas adotem uma abordagem sistemática: identificar perigos, avaliar riscos e implementar medidas de controle com base em critérios técnicos. Isso significa sair do improviso e atuar com metodologia, evidência e documentação estruturada por meio do PGR.

Na prática, a classificação dos riscos em níveis (Grau 1, 2 ou 3) permite priorizar decisões. Um risco Grau 3 — como atropelamento por empilhadeira em um centro logístico ou queimadura por fritadeira em uma cozinha industrial — exige intervenção imediata. Já riscos Grau 2 demandam plano de ação estruturado e monitoramento contínuo. O Grau 1, embora de menor criticidade, nunca deve ser ignorado: ele compõe o cenário preventivo da organização.

Outro ponto essencial é a hierarquia das medidas de controle. Antes de pensar em EPI (conforme a Norma Regulamentadora nº 06), é necessário avaliar a possibilidade de eliminação, substituição ou aplicação de medidas de engenharia. Segurança madura não se limita à entrega de equipamentos — ela transforma processos.

Empresas que estruturam corretamente seu inventário de riscos e aplicam matriz de probabilidade x severidade conseguem:

✔ Reduzir acidentes e afastamentos
✔ Minimizar passivos trabalhistas
✔ Aumentar produtividade
✔ Fortalecer a cultura organizacional

A segurança do trabalho deixou de ser apenas operacional. Hoje, é gestão estratégica, governança e sustentabilidade corporativa.

Prevenção eficaz não é custo. É investimento com retorno mensurável.

#SegurançaDoTrabalho #GRO #PGR #GestãoDeRiscos #Prevenção #SaúdeOcupacional #Compliance #Indústria #Comércio

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Zé do Caroço: o samba que me fez parar para ouvir a história do morro


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Cultura: Ao assistir à introdução do desfile da GRES Unidos de Vila Isabel, algo me atravessou de forma inesperada. No aquecimento da escola, ecoava o samba Zé do Caroço. Não era apenas mais uma música tocada antes do desfile. Era um chamado. Naquele instante, decidi que precisava registrar a história que está por trás desse samba — uma história que diz muito sobre o Brasil, sobre o morro e sobre o poder transformador da cultura popular.

Antes de tudo, é importante entender a dimensão de Leci Brandão na cultura do samba. Leci não é apenas uma grande compositora e intérprete. Ela é uma voz histórica do povo preto, da periferia, das mulheres e dos trabalhadores. Sua obra sempre esteve comprometida com a denúncia das desigualdades sociais, com a valorização das comunidades e com a resistência cultural. No samba, Leci ocupa um lugar de consciência, coragem e identidade.

“Zé do Caroço” nasce exatamente desse compromisso. A música é inspirada em um personagem real: um líder comunitário de um morro carioca que, munido de um serviço de alto-falantes, usava o som para informar, conscientizar e organizar a comunidade. Enquanto muitos viam aquele barulho como incômodo, Zé do Caroço enxergava ali uma ferramenta de educação popular e mobilização social. Ele falava de política, avisava sobre reuniões, alertava os moradores e fortalecia o senso coletivo.

Quando ouvi esse samba no aquecimento da Vila Isabel, percebi o quanto ele continua atual. Em poucos versos, Leci Brandão constrói um retrato fiel da luta cotidiana do povo das favelas, da comunicação feita de baixo para cima e da liderança que nasce da necessidade, não do poder institucional. “Zé do Caroço” é, ao mesmo tempo, crônica social, denúncia e homenagem.

Registrar essa história no meu blog é, para mim, um ato de respeito ao samba e à memória popular. É reafirmar que o samba não é só festa: é narrativa, é política, é história viva. E Leci Brandão, com sua trajetória e sua obra, segue sendo uma das maiores responsáveis por manter essa chama acesa.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Use sempre o seu conhecimento para fazer o bem


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Lição de Vida: No início dos anos 80, eu tive a oportunidade de trabalhar com uma família que marcou profundamente a minha trajetória. Não foi apenas uma relação profissional. Foi uma experiência de vida. Algumas pessoas dessa família, inclusive, são meus amigos até hoje — daqueles que o tempo não apaga e as circunstâncias só fortalecem.

Era uma família empreendedora, inquieta, visionária. Atuavam em várias áreas, sempre com foco em resultado, crescimento e responsabilidade. Em determinado momento, após um desentendimento com o líder da família, algo mudou: passaram a cobrar com ainda mais rigor. As metas ficaram claras, objetivas, e a cobrança passou a ser constante. Não havia espaço para desculpas, improvisos ou meias verdades.


E eu aceitei o desafio.

Posso afirmar, com tranquilidade e consciência limpa, que cumpri muito bem o meu papel. Entreguei resultados, honrei compromissos e aprendi lições que carrego comigo até hoje — lições que nenhuma faculdade ensina e que nenhum livro entrega prontas.

Mas uma frase, dita pelo líder daquela família, atravessou décadas e se transformou em um verdadeiro norte na minha vida. Uma mensagem simples, direta, poderosa:

“Nunca use o seu conhecimento para fazer o mal. Use seu conhecimento, sempre, para fazer o bem.”

Essa frase nunca mais saiu de mim. Eu a guardei como um patrimônio moral. Levei para minha vida profissional, para minhas decisões, para minhas escolhas. Repassei aos meus filhos e agora compartilho com você que me acompanha.

Conhecimento é poder. Mas poder sem valores vira risco. Conhecimento sem ética vira ameaça. Quando usamos aquilo que sabemos apenas para vencer, passar por cima ou explorar, o preço chega — cedo ou tarde. Agora, quando usamos o conhecimento para construir, orientar, proteger e transformar, o retorno é duradouro e verdadeiro.

Ao longo da minha caminhada, foi essa visão que me permitiu atravessar desafios, superar momentos difíceis e manter a credibilidade. Autoridade não nasce do cargo, do título ou do status. Autoridade nasce da coerência entre o que você sabe, o que você faz e o impacto que você gera na vida das pessoas.

Se hoje compartilho experiências, ideias e aprendizados, é porque acredito que o conhecimento só cumpre seu papel quando circula, quando inspira e quando gera o bem. E se este texto chegou até você, talvez não seja por acaso.

Que a gente nunca se esqueça: "saber muito não é o mais importante. O mais importante é o que fazemos com aquilo que sabemos."

Se essa mensagem fez sentido para você, siga acompanhando. Aqui, conhecimento não é arma. É ponte. É ferramenta. É compromisso com o bem.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Aposentadoria Especial Já: Vigilantes Arriscam a Vida Todos os Dias e Merecem Justiça Social



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Direitos Trabalhistas: Eu escrevo este texto em defesa direta e sem rodeios dos vigilantes do Brasil. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias sem a garantia de voltar, expostos à violência, à pressão psicológica e ao risco permanente à própria vida — e que, mesmo assim, seguem sendo tratados com descaso quando o assunto é aposentadoria especial.

A atividade de vigilante não é comum, não é neutra e não é segura. Ela é, por natureza, uma profissão de risco. Quem vigia bancos, hospitais, escolas, empresas, condomínios e espaços públicos está na linha de frente da violência urbana. E isso precisa ser reconhecido na lei e na prática.



O centro do debate: risco à vida não pode ser ignorado

Hoje, duas grandes frentes concentram essa luta:

- O julgamento do Tema 1209 no Supremo Tribunal Federal, que discute se o risco permanente à integridade física do vigilante é suficiente para garantir o direito à aposentadoria especial.

- A tramitação do Projeto de Lei Complementar que trata da aposentadoria especial, muitas vezes citado como PL 1209, que busca corrigir injustiças agravadas após a Reforma da Previdência.

O que está em jogo, aqui,  não é privilégio. É justiça.



A Reforma da Previdência penalizou quem mais se arrisca

Após a Reforma, o vigilante passou a enfrentar:

✓ Exigência de idade mínima, mesmo após décadas em atividade de risco;

✓ Dificuldade extrema para comprovar a especialidade da função;

✓ Indeferimentos automáticos no INSS, empurrando o trabalhador para longas batalhas judiciais.

Enquanto isso, o risco continua o mesmo — ou maior. A violência aumentou, o crime se sofisticou, e o vigilante segue sendo o primeiro alvo.



As pressões invisíveis que adoecem a categoria

Além do risco físico, há pressões constantes que pouco se falam:

✓ Jornadas extensas e escalas, muitas vezes, desumanas;

✓ Salários muitas vezes incompatíveis com o risco;

✓ Falta de apoio psicológico;

✓ Terceirizações precárias;

✓ Medo constante de assaltos, represálias e mortes.

Isso adoece. Isso desgasta. Isso encurta vidas.

Negar aposentadoria especial a quem vive sob esse cenário é institucionalizar a injustiça social.



Vigilantes não estão sozinhos — e não podem lutar sozinhos

É aqui que faço um chamado direto aos sindicatos da categoria:

É hora de intensificar a mobilização, pressionar o Congresso, acompanhar de perto o julgamento no STF e dialogar com a sociedade.

A luta previdenciária não é apenas jurídica. Ela é política, social e moral.

Precisamos:

✓ Mobilizar bases;

✓ Informar a sociedade;

✓ Unificar discursos;

✓ Mostrar que vigilante não é “serviço comum”, é atividade de risco permanente.



Um apelo à sociedade brasileira

A sociedade precisa entender algo simples:

Quem protege patrimônios e vidas também precisa ser protegido.

Reconhecer a aposentadoria especial dos vigilantes é reconhecer que o trabalho tem valor, que a vida importa e que o Estado não pode fechar os olhos para a realidade concreta das ruas.



Conclusão: aposentadoria especial é respeito

Eu acredito que o julgamento do Tema 1209 e o avanço do projeto de lei podem marcar um divisor de águas para a categoria. Mas isso só acontecerá com pressão social, sindical e política.


Aos vigilantes, deixo uma mensagem clara:

direitos não caem do céu — são conquistados com luta, união e informação.

Seguirei ao lado dessa categoria, defendendo, informando e cobrando.

Porque quem vive sob risco merece, no mínimo, dignidade ao final da jornada.


Aposentadoria especial já! Justiça para os vigilantes.


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Alta dos juros e dívida pública: um debate que o Brasil não pode mais adiar


@evandrobrasil.oficial

Economia: Precisamos discutir, com seriedade e sem dogmas, a dívida pública brasileira e o papel da taxa de juros nesse processo. O Brasil convive historicamente com juros elevados, e isso tem um custo social, econômico e político que não pode ser ignorado.

Hoje, o cenário econômico apresenta dados que desafiam a lógica da manutenção de juros tão altos. Temos a menor taxa de desemprego desde a redemocratização, o que indica aquecimento do mercado de trabalho e maior circulação de renda. Ao mesmo tempo, o dólar vem caindo em relação ao real, sinalizando menor pressão cambial e maior confiança externa. Diante desses indicadores, é legítimo perguntar: qual é a real justificativa para manter juros tão elevados?

"Sobre os números do desemprego: O desemprego em cerca de 5,2% no fim de 2025 é o menor desde o início da série histórica do IBGE (2012), com forte ocupação e recorde de emprego formal."

A resposta, muitas vezes, não está na economia real, mas na lógica financeira. Juros altos favorecem diretamente os bancos e os rentistas, que lucram com a dívida pública e com a rolagem constante dos títulos do governo. Enquanto isso, o Estado paga uma conta bilionária em juros, recursos que poderiam estar sendo investidos em saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais.

"A taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, um nível considerado alto pelos padrões históricos brasileiros e comparado internacionalmente. Alta dos juros aumenta o custo de captação do governo e influencia o custo de financiamento para empresas e famílias."

Defendo a autonomia do Banco Central como princípio institucional importante para a estabilidade econômica. No entanto, autonomia não pode significar isolamento democrático. A política monetária impacta toda a sociedade, e decisões dessa magnitude não podem ser exclusivas de um corpo técnico desconectado do voto popular.

O Banco Central pode — e deve — sugerir, analisar cenários e alertar riscos. Mas a decisão final sobre a taxa de juros precisa ser política, tomada pelo governo eleito, seja ele qual for. Afinal, é o governante escolhido pelo povo que responde pelos efeitos do desemprego, do crescimento econômico e da qualidade de vida da população.

Manter juros artificialmente altos não é neutralidade técnica; é escolha. E toda escolha econômica beneficia alguns e penaliza muitos. Por isso, discutir juros é discutir modelo de país, justiça social e democracia econômica.

"A dívida pública bruta em torno de 78,7% do PIB torna o serviço da dívida mais caro quando os juros são altos, porque o governo paga mais para rolar e emitir novos títulos."

O Brasil precisa decidir se continuará refém dos interesses financeiros ou se colocará a economia a serviço do desenvolvimento e da maioria da população. Esse debate é urgente — e precisa sair dos gabinetes e chegar às ruas.

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Hamlet e o Luto de um Pai: A Dor que Transformou Shakespeare em Eternidade

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