sábado, 23 de maio de 2026

Benefícios do SUS que muitos desconhecem, esquecem ou fingem não saber


@evandrobrasil.oficial

Saúde Pública: O Sistema Único de Saúde é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e possui características que muita gente desconhece. Apesar das críticas frequentes, existem serviços, direitos e estruturas do SUS que surpreendem até profissionais da área.

Um dos maiores “segredos” é que o SUS não atende apenas pessoas pobres. Todo cidadão brasileiro tem direito ao atendimento gratuito, inclusive quem possui plano de saúde. Muitas vacinas, transplantes, tratamentos de alto custo, cirurgias complexas e medicamentos caros são financiados pelo sistema público.

Outro ponto pouco conhecido é que o Brasil possui o maior programa público de transplantes do planeta. Grande parte dos transplantes de coração, fígado, rins e córneas realizados no país é paga pelo SUS. O sistema também cobre medicamentos pós-transplante, exames e acompanhamento médico especializado.

Muita gente também não sabe que o SUS oferece medicamentos gratuitos para doenças como diabetes, hipertensão, asma e algumas doenças mentais. Em muitos casos, os remédios podem ser retirados em farmácias credenciadas pelo programa Farmácia Popular.

Poucos brasileiros conhecem ainda o papel da vigilância sanitária e epidemiológica. O SUS monitora surtos, epidemias, qualidade da água, alimentos, vacinação e até riscos ambientais. Durante a pandemia da COVID-19, essa estrutura foi fundamental para o funcionamento do país.

Outro detalhe importante é que o SUS realiza atendimento domiciliar em diversas cidades. Pacientes idosos, acamados ou com dificuldades de locomoção podem receber acompanhamento em casa através de equipes multiprofissionais.

Muitos desconhecem também que universidades públicas, hospitais universitários e centros de pesquisa trabalham integrados ao SUS. Isso permite formação de médicos, enfermeiros e outros profissionais enquanto milhares de pacientes recebem atendimento especializado.

O sistema ainda mantém programas de saúde indígena, saúde da família, saúde mental e prevenção de doenças. Em algumas regiões, agentes comunitários visitam famílias regularmente para acompanhar vacinação, gestantes, crianças e idosos.

Outro “segredo” é que a maior parte das campanhas nacionais de vacinação do Brasil depende diretamente do SUS. O país já foi referência mundial em imunização graças à estrutura pública de saúde presente em praticamente todos os municípios.

Apesar dos avanços, especialistas apontam problemas históricos como filas, falta de profissionais, subfinanciamento, corrupção em alguns contratos públicos e desigualdade regional no atendimento. Mesmo assim, o SUS continua sendo considerado uma das políticas públicas mais importantes do Brasil.

Especialistas em saúde pública defendem que muitos brasileiros só percebem a dimensão do SUS quando precisam de um tratamento de alto custo, atendimento de emergência ou vacinação em massa.

O debate sobre melhorias no SUS continua envolvendo investimentos, gestão eficiente, valorização dos profissionais da saúde e combate ao desperdício de recursos públicos.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Sistema prisional: recuperar presos, combater a corrupção e discutir novos modelos de gestão


@evandrobrasil.oficial

Sistema Prisional: O sistema prisional brasileiro enfrenta uma crise que há muitos anos deixou de ser apenas um problema de segurança pública.

Hoje, o avanço das facções criminosas dentro das penitenciárias, a corrupção de agentes públicos e a dificuldade de recuperação dos detentos colocam em debate o verdadeiro papel das prisões no Brasil.

A Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988 determina que a pena não deve servir apenas como punição, mas também como instrumento de ressocialização. Está mesma Constituição estabelece princípios ligados à dignidade humana e à individualização da pena. Além disso, a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) afirma que a execução penal tem como objetivo proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado. Na prática, isso significa que o Estado deve garantir segurança, disciplina, acesso ao trabalho, educação e mecanismos reais de recuperação.

O problema é que grande parte das unidades prisionais brasileiras vive uma realidade completamente diferente da prevista na legislação.


A entrada de drogas, celulares e dinheiro dentro dos presídios

A presença de celulares, drogas, armas improvisadas e dinheiro dentro das penitenciárias demonstra o enfraquecimento do controle estatal em muitas unidades. Em diversos casos investigados pelas autoridades e organizações criminosas conseguem manter comunicação ativa com integrantes fora dos presídios, coordenando tráfico de drogas, extorsões, roubos e até assassinatos diretamente de dentro das celas.

Essa realidade levanta uma discussão inevitável: como materiais ilícitos conseguem entrar em presídios de segurança máxima sem a participação ou facilitação de agentes corruptos?

A corrupção dentro do sistema prisional é uma das maiores ameaças à segurança pública brasileira.

Quando um servidor público utiliza sua função para beneficiar facções criminosas, ele deixa de apenas cometer um crime individual e passa a colaborar diretamente para o fortalecimento do crime organizado.

O Código Penal Brasileiro prevê punições para crimes como corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelhos telefônicos em presídios e associação criminosa. A legislação brasileira também estabelece que agentes públicos devem obedecer aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência previstos no artigo 37 da Constituição Federal.


O debate sobre presídios privados

Diante das dificuldades enfrentadas pelo sistema penitenciário estatal, cresce no Brasil o debate sobre modelos de gestão privada ou compartilhada de unidades prisionais.

Defensores desse modelo argumentam que empresas privadas podem oferecer:

  • maior controle interno;
  • uso mais avançado de tecnologia;
  • fiscalização eletrônica mais eficiente;
  • redução da corrupção operacional;
  • melhor organização administrativa;
  • maior rigor disciplinar.

Por outro lado, críticos alertam que o sistema prisional não pode ser transformado em negócio lucrativo baseado no encarceramento em massa. O debate é complexo e exige responsabilidade.

Eu, diante dessa complexidade defendo a criação experimental de unidades prisionais privadas de alta segurança, sob fiscalização permanente do Estado, para avaliar resultados relacionados à redução da corrupção, controle interno e recuperação dos presos.


A experiência internacional

Países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália possuem experiências com presídios administrados pela iniciativa privada. Nos Estados Unidos, o modelo se expandiu principalmente a partir da década de 1980. Empresas privadas passaram a administrar unidades prisionais mediante contratos com o governo.

Os defensores apontam redução de custos operacionais e maior eficiência administrativa. Entretanto, diversas organizações de direitos humanos e estudos acadêmicos também levantaram críticas envolvendo:

  • superlotação;
  • estímulo econômico ao aumento do encarceramento;
  • falhas na fiscalização;
  • denúncias de maus-tratos;
  • precarização das condições de trabalho.

No Reino Unido, algumas penitenciárias privadas operam em parceria com o Estado e são submetidas a sistemas rígidos de auditoria e metas de desempenho. Já na Austrália, existem modelos híbridos nos quais o Estado mantém o controle institucional enquanto empresas privadas atuam na administração operacional. Essas experiências mostram que a privatização, sozinha, não resolve automaticamente os problemas do sistema penitenciário.

Sem fiscalização rigorosa, transparência e controle estatal eficiente, os riscos permanecem.


Segurança pública e recuperação social

O Brasil precisa enfrentar com coragem a crise do sistema prisional. Não é aceitável que facções criminosas continuem utilizando presídios como centros operacionais do crime organizado. Também não é aceitável que agentes públicos corruptos coloquem interesses criminosos acima da sociedade. Ao mesmo tempo, qualquer política penitenciária séria deve respeitar os direitos fundamentais previstos na Constituição.

O combate ao crime precisa caminhar junto com:

  • disciplina;
  • inteligência policial;
  • combate à corrupção;
  • fiscalização eficiente;
  • educação;
  • trabalho prisional;
  • recuperação social dos detentos.

A sociedade brasileira precisa discutir soluções reais, técnicas e responsáveis para impedir que o sistema penitenciário continue fortalecendo organizações criminosas em vez de combatê-las.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Da Glória ao Abandono: A Luta Pela Revitalização da Avenida Duque de Caxias


@evandrobrasil.oficial

Comunidade: Motivado pela reportagem exibida pela TV Metropolitana 2, conduzida pelo jornalista Carlos Santana, decidi unir minhas energias ao Movimento de Revitalização da Avenida Duque de Caxias. O tema não pode mais ser tratado apenas como nostalgia ou lembrança de um passado melhor. A situação da avenida exige atenção urgente, planejamento e compromisso com a recuperação de uma das vias mais importantes da história econômica e social do município.

A Avenida Duque de Caxias não é apenas mais uma rua comercial. Ela carrega o nome do patrono do Exército Brasileiro e do próprio município de Duque de Caxias. Durante décadas, foi símbolo de desenvolvimento, circulação de pessoas, geração de empregos e fortalecimento do comércio local. Quem viveu os anos de ouro da avenida se lembra do intenso movimento, das lojas cheias, do polo de eletrônica reconhecido em toda a região e das diversas assistências técnicas autorizadas de marcas famosas que atraíam consumidores de diferentes cidades da Baixada Fluminense.

A transformação tecnológica, as mudanças econômicas e o novo comportamento do consumidor alteraram profundamente aquele cenário. Com a popularização dos grandes centros comerciais, o avanço do comércio online e a facilidade na troca de equipamentos eletrônicos, muitas lojas tradicionais perderam espaço. O setor que antes movimentava a economia local acabou entrando em declínio, deixando para trás portas fechadas, imóveis vazios e um sentimento de abandono.

Mas seria injusto colocar toda a culpa apenas nas mudanças do mercado. Faltou planejamento urbano, incentivo econômico e um olhar mais estratégico por parte do poder público. Enquanto outras regiões comerciais do município receberam investimentos e cresceram, a Avenida Duque de Caxias foi sendo esquecida. O fortalecimento dos calçadões da José de Alvarenga e da Nilo Peçanha, somado à chegada de grandes redes e lojas de departamento, deslocou o fluxo comercial e enfraqueceu ainda mais os pequenos comerciantes da região.

A insegurança também se tornou um fator preocupante. Comerciantes convivem diariamente com medo, baixa circulação de consumidores e prejuízos constantes. Os altos valores dos aluguéis comerciais, muitas vezes incompatíveis com a realidade econômica atual, contribuíram para ampliar o número de imóveis vazios. Em vários trechos da avenida, o cenário lembra uma cidade que perdeu parte de sua identidade econômica.

Outro reflexo desse abandono pode ser observado na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, que também vive dificuldades, embora ainda resista graças à sua importância como ligação entre bairros estratégicos como 25 de Agosto, Paulicéia e o Centro da cidade. A falta de incentivo para instalação de novas empresas, franquias e grandes marcas afeta toda a dinâmica econômica da região.

O Movimento de Revitalização da Avenida Duque de Caxias nasce justamente da necessidade de impedir que a avenida continue agonizando diante da indiferença coletiva. O objetivo do movimento é reunir comerciantes, moradores, empresários, lideranças comunitárias e representantes do poder público em torno de propostas concretas para recuperar a força econômica e social da região.


Entre os principais objetivos do movimento estão:

  • lutar por mais segurança pública e presença efetiva do poder público;
  • defender políticas de incentivo fiscal para atrair novos empreendimentos;
  • estimular a ocupação de imóveis vazios;
  • promover eventos culturais e comerciais para aumentar a circulação de pessoas;
  • incentivar projetos de revitalização urbana, iluminação e acessibilidade;
  • fortalecer o pequeno comércio local;
  • resgatar a identidade histórica e econômica da avenida;
  • criar um ambiente mais atrativo para investidores e consumidores.


A recuperação da Avenida Duque de Caxias não é apenas uma questão comercial. É uma questão de memória, identidade, desenvolvimento e respeito à própria história do município. Uma cidade que abandona seus espaços históricos também corre o risco de abandonar parte de sua própria trajetória.

Ainda há tempo para mudar essa realidade. Mas isso depende de mobilização, planejamento e vontade política. A avenida que ajudou a construir parte da economia de Duque de Caxias merece voltar a ser símbolo de movimento, oportunidades e esperança — e não um retrato silencioso do abandono.


Link da reportagem de Carlos Santana na TV Metropolitana 2 no Facebook 

https://www.facebook.com/share/v/1NcHMvWKjw/ 

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terça-feira, 19 de maio de 2026

 


@evandrobrasil.sst

Prevenção: O PPRA significa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Ele foi uma das principais exigências da Norma Regulamentadora NR 9 do Ministério do Trabalho no Brasil. O objetivo era identificar, avaliar e controlar riscos ambientais no ambiente de trabalho, protegendo a saúde e a integridade física dos trabalhadores.

Os riscos considerados no PPRA incluíam:

• Riscos físicos: ruído, calor, frio, vibração, radiação, umidade.
• Riscos químicos: poeiras, fumos, gases, vapores, produtos químicos.
• Riscos biológicos: vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos.

Desde 2022, com a atualização das normas de segurança e saúde do trabalho, o PPRA foi substituído pelo PGR, o Programa de Gerenciamento de Riscos, previsto na NR 1. O PGR é mais amplo e moderno, funcionando como uma espécie de “radar de segurança” da empresa 🛡️⚙️

O PGR inclui: • Inventário de riscos;
• Plano de ação;
• Medidas preventivas;
• Gestão contínua dos riscos ocupacionais.

Muitas pessoas ainda usam o termo PPRA por costume, especialmente em cursos, empresas antigas e documentos mais antigos.

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domingo, 17 de maio de 2026

A Toga e a Sombra

@evandrobrasil.oficial

STF: Em Brasília, o poder tem corredores silenciosos. E silêncio, naquela cidade, quase nunca significa paz. Às vezes significa cálculo. Outras vezes, significa medo.

O ministro André Mendonça provavelmente sabe disso melhor do que ninguém.

Existe algo de profundamente humano na tragédia política brasileira: os homens chegam ao topo acreditando que levarão consigo suas alianças, suas lealdades, seus padrinhos. Mas o topo é uma montanha gelada. Quem sobe descobre que o vento apaga até as pegadas de quem ajudou na caminhada.

Quando foi indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro, muita gente imaginou um ministro permanentemente alinhado ao grupo político que o colocou ali. Como se uma cadeira da Suprema Corte fosse extensão de gabinete eleitoral. Como se toga tivesse dono.

Mas o tempo em Brasília é um escultor cruel. Ele transforma aliados em testemunhas, amigos em constrangimentos e fotografias em provas de época.

Agora, diante de investigações que rondam Eduardo Bolsonaro e outros nomes ligados ao antigo poder, o ministro caminha sobre um piso fino, quase de vidro. Cada passo produz barulho. Cada silêncio também.

Se endurece, será acusado de ingratidão. Se recua, carregarão sobre ele a suspeita da proteção.

É curioso como a política brasileira constrói seus próprios labirintos. Quem indica um ministro imagina plantar segurança no tribunal. Mas ministros não recebem apenas uma cadeira. Recebem um espelho. E um espelho, cedo ou tarde, obriga qualquer homem a encarar a própria consciência.

No fundo, talvez esteja aí o verdadeiro drama de Brasília: descobrir que, depois da cerimônia, dos discursos e das fotografias, sobra apenas um homem sozinho diante da História.

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

CHEGOU A HORA DO POVO DECIDIR.

 


@evandrobrasil.oficial

Minha Bandeira: Por décadas, a política decidiu sozinha para onde vai o dinheiro da cidade. Agora, queremos mudar isso. Defendemos o GOVERNO PARTICIPATIVO.

Um novo modelo onde a população participa diretamente:

✔ Na definição das prioridades do orçamento

✔ Nas obras mais urgentes dos bairros

✔ Nas ações da saúde

✔ Nos investimentos da educação

✔ Na mobilidade urbana

✔ Na fiscalização dos gastos públicos

Quem mora no bairro conhece os problemas do bairro. Quem enfrenta fila no posto sabe onde a saúde precisa melhorar. Quem pega ônibus lotado conhece as dificuldades da mobilidade.

O povo não pode ser ouvido apenas nas eleições. O povo precisa participar do governo TODOS OS DIAS.

Imagine uma cidade onde:

• a população vota nas prioridades do orçamento

• cada bairro tem voz ativa

• as decisões são transparentes

• o dinheiro público é aplicado com mais eficiência

• as obras deixam de atender interesses políticos e passam a atender necessidades reais

Isso não é utopia.

Cidades no Brasil e no mundo já provaram que a participação popular reduz desperdícios, melhora serviços públicos e fortalece a democracia.

Queremos uma cidade mais justa. Mais transparente. Mais humana. Mais inteligente.


O FUTURO COMEÇA QUANDO O POVO PARTICIPA.


#GovernoParticipativo #DuqueDeCaxias #ParticipaçãoPopular #Transparência #NovaPolítica #EvandroBrasil

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domingo, 10 de maio de 2026

Quando a Política Vira Torcida: O Congresso Deixa o Povo de Lado e Abre as Portas para os Bilionários



@evandrobrasil.oficial

Durante muito tempo, o brasileiro foi levado a acreditar que o maior problema da política nacional era a existência de ideologias diferentes. Mas a verdadeira crise talvez seja outra: a incapacidade de dialogar. 

Hoje, no Brasil, grande parte dos parlamentares age de maneira automática. Se um projeto parte da esquerda, setores da direita, extrema direita e centrão votam contra. Se a proposta nasce na direita, a esquerda reage da mesma forma. O debate desaparece; A análise do mérito desaparece; E quem perde é a população.

Quem me alertou para esse fenômeno foi Rafael Primo. E, observando o comportamento recente do Congresso Nacional, fica difícil discordar dessa percepção. O parlamento foi criado justamente para reunir diferentes visões da sociedade. A esquerda, o centro, a direita e até a extrema direita deveriam coexistir democraticamente para construir projetos melhores, mais equilibrados e mais eficientes para o país.

A pluralidade existe porque nenhum grupo político detém sozinho toda a verdade. A esquerda pode contribuir com a defesa das políticas sociais. A direita pode colaborar com responsabilidade fiscal e eficiência econômica. O centro pode atuar na mediação e no equilíbrio institucional. 

O papel do Congresso nunca deveria ser transformar política em guerra de torcidas organizadas. Sua missão deveria ser debater, aperfeiçoar ideias e encontrar soluções que beneficiem a sociedade como um todo. Mas o que estamos vendo atualmente é outra realidade.

Muitos projetos deixam de ser discutidos pensando no interesse público e passam a ser moldados para atender grupos econômicos específicos, extremamente poderosos e influentes. Enquanto pautas essenciais para o povo enfrentam resistência e disputas ideológicas intermináveis, setores bilionários conseguem avançar rapidamente dentro do Congresso. É o caso das grandes instituições financeiras, das plataformas de apostas esportivas, dos cassinos digitais e das empresas ligadas ao universo das bets. Esses grupos movimentam bilhões de reais e possuem forte atuação de lobby em Brasília.

O caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro trouxe ainda mais atenção para esse debate. Afinal, cresce entre os brasileiros a sensação de que determinados interesses econômicos encontram proteção política dentro do sistema. E não é coincidência que muitos desses setores encontrem terreno fértil principalmente em alas da extrema direita, da direita e do centrão, onde frequentemente o interesse econômico parece falar mais alto do que as necessidades da população.

Enquanto políticos se enfrentam em disputas ideológicas permanentes, grandes grupos financeiros seguem ampliando lucros, influência e poder. No final, quem continua pagando a conta é o povo brasileiro.Porque quando a política abandona o diálogo e vira apenas disputa de poder, a democracia enfraquece — e os interesses bilionários agradecem.

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Benefícios do SUS que muitos desconhecem, esquecem ou fingem não saber

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