sábado, 14 de março de 2026

Crônica — O dia em que o futuro começou a ficar escuro

 


@evandrobrasil.oficial

Crônica: Há momentos na história em que o mundo parece caminhar distraído, como se estivesse atravessando uma rua olhando apenas para o próprio celular. Quando percebe, o sinal já mudou e os carros já estão em movimento.

Tenho a sensação de que estamos vivendo um desses momentos.

A expansão da extrema direita em várias partes do planeta não é apenas um fenômeno político. É algo que altera o clima do mundo, como uma mudança lenta na atmosfera que, de repente, transforma o tempo inteiro de uma geração. O planeta, depois disso, nunca mais será exatamente o mesmo.

Nos Estados Unidos, uma das maiores potências da história moderna, a população escolheu para liderar o país um homem cuja trajetória pública sempre esteve cercada de controvérsias e acusações: episódios associados a racismo, fraudes no mercado de capitais, discursos de preconceito e até menções em investigações relacionadas ao caso de Jeffrey Epstein. Ainda assim, chegou ao poder como se essas sombras fossem apenas detalhes menores em uma longa biografia.

A política, quando perde a memória, passa a tratar escândalos como se fossem apenas ruído de fundo.

O problema é que o poder nunca é neutro. Para se manter nele, líderes muitas vezes precisam criar tensões, fabricar inimigos e elevar o tom dos conflitos. E assim, pouco a pouco, o planeta volta a flertar com algo que parecia enterrado nos livros de história: o risco de uma grande guerra.

A Organização das Nações Unidas, criada justamente para evitar que o mundo repetisse as tragédias do século XX, parece cada vez mais enfraquecida, observando disputas internacionais como um bombeiro que chega ao incêndio sem água suficiente para apagar as chamas.

Enquanto isso, algumas imagens começam a nos assombrar.

Cenas que antes pertenciam apenas ao cinema parecem menos distantes da realidade. Em O Livro de Eli, o planeta aparece devastado, coberto por poeira e silêncio. Em O Exterminador do Futuro, o futuro surge como um cenário de ruínas, máquinas e sobreviventes tentando reconstruir o que restou da humanidade.

Durante muito tempo, assistimos a esses filmes com a tranquilidade de quem acredita que aquilo jamais sairia da tela.

Hoje já não é tão simples.

Talvez o maior perigo do nosso tempo não seja apenas a guerra, mas a naturalização da intolerância, do autoritarismo e da violência política como ferramentas aceitáveis de poder. Quando isso acontece, as distopias deixam de ser ficção e começam a ser rascunhos do futuro.

"A história sempre nos avisou que civilizações não desaparecem de um dia para o outro."

Elas primeiro deixam de reconhecer o perigo. Depois se acostumam com ele. E quando finalmente percebem o tamanho do erro, o mundo ao redor já não é mais o mesmo.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

Nova NR-1: o que mudou na principal norma de Segurança e Saúde no Trabalho e o que as empresas precisam fazer agora

 


@evandrobrasil.oficial

A NR-1 – Norma Regulamentadora nº 1 é considerada a base de todo o sistema de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil. Ela estabelece as regras gerais que orientam empresas, empregadores e trabalhadores sobre como organizar a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

Recentemente, a norma passou por atualizações importantes, conduzidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, trazendo novas exigências e fortalecendo a cultura de prevenção dentro das empresas.


O que é a NR-1

A NR-1 define os princípios, responsabilidades e diretrizes gerais que devem ser seguidos por todas as organizações que possuem trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ela também estabelece a forma como as demais Normas Regulamentadoras devem ser aplicadas no ambiente de trabalho.


Principais exigências da nova NR-1

1. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)

Uma das principais obrigações é a implementação do PGR, que substituiu antigos programas de prevenção.

O PGR deve incluir:

  • Inventário de riscos ocupacionais
  • Plano de ação para controle e prevenção
  • Monitoramento contínuo dos riscos presentes no ambiente de trabalho

Esse programa faz parte do chamado Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).


2. Identificação e controle de riscos

As empresas precisam identificar riscos como:

  • riscos físicos
  • riscos químicos
  • riscos biológicos
  • riscos ergonômicos
  • riscos de acidentes

Após essa identificação, devem ser adotadas medidas de prevenção e controle para reduzir ou eliminar esses riscos.


3. Capacitação e treinamento dos trabalhadores

A nova NR-1 também trouxe regras mais claras para treinamentos obrigatórios, incluindo:

  • capacitação inicial antes do início das atividades
  • treinamentos periódicos
  • possibilidade de treinamento presencial, semipresencial ou EAD

Isso ampliou o acesso à qualificação em segurança do trabalho.


4. Responsabilidades do empregador

O empregador deve:

  • garantir ambientes de trabalho seguros
  • implementar medidas de prevenção
  • fornecer treinamento adequado
  • manter documentação atualizada sobre riscos e medidas adotadas


5. Responsabilidades do trabalhador

Os trabalhadores também possuem deveres, como:

  • seguir as orientações de segurança
  • utilizar corretamente os EPIs
  • colaborar com as medidas de prevenção adotadas pela empresa


Novidades importantes da atualização

Entre as novidades mais relevantes da NR-1 estão:

✔ Estrutura moderna de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)
✔ Substituição do antigo PPRA pelo PGR
✔ Maior flexibilidade para treinamentos online
✔ Integração com outras Normas Regulamentadoras
✔ Fortalecimento da cultura de prevenção dentro das empresas


Por que a NR-1 é tão importante

A aplicação correta da NR-1 contribui diretamente para:

  • reduzir acidentes de trabalho
  • prevenir doenças ocupacionais
  • melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores
  • aumentar a produtividade das organizações

Mais do que uma obrigação legal, a norma representa um compromisso com a vida, a saúde e a dignidade do trabalhador.

Se precisar de ajuda para implementar as Normas na sua empresa conte comigo: whatsapp (21) 96594-2828 Evandro Brasil.


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quinta-feira, 12 de março de 2026

Quando a política brasileira flerta com a perda de soberania


@evandrobrasil.oficial

Risco Eminente: Observo com profunda preocupação o debate que vem ganhando força nos últimos dias: a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. À primeira vista, pode parecer apenas mais uma medida internacional de combate ao crime organizado. Mas, na realidade, o tema envolve algo muito maior — soberania nacional, interesses econômicos e responsabilidade política.

O Brasil enfrenta, sim, um problema grave com facções criminosas. Elas se expandiram, se sofisticaram e passaram a atuar além das fronteiras brasileiras. Isso exige ações firmes do Estado brasileiro. No entanto, uma coisa é combater o crime com inteligência e cooperação internacional equilibrada. Outra completamente diferente é estimular potências estrangeiras a enquadrarem um problema interno do Brasil dentro de suas próprias estratégias de segurança global.


"Infelizmente, é exatamente isso que alguns setores da política brasileira vêm fazendo."


Tenho visto, com perplexidade, políticos ligados à extrema direita e também figuras influentes do centrão incentivarem essa narrativa no exterior. Em vez de fortalecer as instituições brasileiras de segurança e investigação, optam por estimular pressões internacionais contra o próprio país. Transformam a crise da segurança pública em instrumento de disputa política.


"Essa postura, na minha avaliação, é profundamente irresponsável."


Quando os Estados Unidos classificam uma organização como terrorista, eles não estão apenas fazendo uma declaração simbólica. Essa decisão abre caminho para uma série de mecanismos jurídicos e econômicos que ultrapassam as fronteiras americanas. Congelamento de ativos, sanções financeiras e monitoramento de operações bancárias passam a fazer parte do pacote.


"E isso não atinge apenas criminosos."


Empresas, bancos e investidores que atuam no comércio internacional podem acabar submetidos a um nível de escrutínio muito maior. Qualquer transação considerada suspeita pode gerar bloqueios financeiros ou restrições comerciais.


"É nesse ponto que surge uma contradição evidente."


Muitos dos empresários que hoje financiam e sustentam politicamente setores do centrão e da extrema direita estão profundamente integrados à economia global. Dependem de crédito internacional, de relações comerciais com outros países e de estabilidade institucional para manter seus negócios.

Se o Brasil passar a ser visto como um território associado a organizações classificadas como terroristas, esse ambiente econômico poderá sofrer impactos relevantes. Ou seja, ao incentivar a internacionalização desse problema, alguns políticos podem estar colocando em risco justamente os interesses dos grupos econômicos que os apoiam.

Na minha visão, o combate ao crime organizado precisa ser tratado com seriedade, estratégia e responsabilidade institucional. O Brasil tem capacidade de enfrentar suas próprias organizações criminosas com inteligência policial, cooperação internacional equilibrada e fortalecimento das instituições.

O que não podemos aceitar é que disputas ideológicas internas sirvam de pretexto para abrir espaço para interferências externas sobre temas que dizem respeito, acima de tudo, à soberania brasileira.


"Segurança pública é um desafio real. Mas soberania nacional também é."


E quando políticos brasileiros passam a incentivar pressões estrangeiras sobre o próprio país, eu não vejo estratégia. Vejo apenas irresponsabilidade.


#DonaldTrump #EvandroBrasil #SegurançaPublica #Bolsonaro #Lula #SimoneTebet #STF

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domingo, 8 de março de 2026

A credibilidade do Tribunal de Contas da União depende da confiança pública em seus membros

 


@evandrobrasil.oficial

O cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) ocupa posição estratégica no sistema de fiscalização do Estado brasileiro. Trata-se de uma função de alta responsabilidade institucional, pois cabe ao tribunal exercer o controle externo da administração pública federal, atuando como órgão auxiliar do Congresso Nacional do Brasil na fiscalização do uso dos recursos públicos.


As funções dos ministros do TCU

Os ministros do TCU exercem atribuições que se assemelham às de magistrados, pois participam do julgamento de processos relacionados à gestão de recursos públicos federais. Entre suas principais funções estão:

  • Julgar as contas de administradores e gestores públicos federais, verificando se os recursos foram utilizados de forma legal, eficiente e transparente.
  • Fiscalizar contratos, licitações e obras públicas financiadas com recursos da União.
  • Determinar correções administrativas quando identificadas irregularidades ou falhas na gestão pública.
  • Aplicar multas e sanções administrativas a gestores que tenham cometido irregularidades ou causado prejuízo ao erário.
  • Determinar a devolução de recursos públicos quando há comprovação de dano aos cofres da União.
  • Emitir parecer prévio sobre as contas do Presidente da República, documento técnico que orienta a análise final feita pelo Congresso.

Além dessas atribuições, os ministros também participam da formulação de diretrizes de auditoria, fiscalização e controle, contribuindo para o aperfeiçoamento da gestão pública em todo o país.


Competências necessárias para um candidato ao cargo

A Constituição Federal estabelece critérios rigorosos para a escolha de ministros do TCU, justamente pela relevância estratégica da função. Entre os requisitos fundamentais estão:

  • Reputação ilibada, com histórico público compatível com os princípios da ética e da probidade administrativa.
  • Notório conhecimento técnico em áreas essenciais para o controle da gestão pública, como direito, contabilidade, economia, administração pública ou finanças públicas.
  • Experiência profissional comprovada, com pelo menos dez anos de atuação em atividades relacionadas à administração ou fiscalização de recursos públicos.
  • Capacidade analítica e independência institucional, características indispensáveis para julgar processos complexos que frequentemente envolvem grandes interesses políticos e econômicos.

Mais do que cumprir requisitos formais, espera-se que um candidato ao cargo demonstre compromisso com a transparência, com o interesse público e com a defesa do patrimônio da União.


O papel da sociedade na fiscalização do processo

Embora a escolha dos ministros envolva indicações da Presidência da República e decisões do Congresso Nacional, o processo não deve ocorrer distante do olhar público. A sociedade tem papel fundamental para garantir lisura, legitimidade e responsabilidade na escolha desses integrantes.

A cobrança social pode ocorrer por diferentes caminhos:

  • Acompanhamento da trajetória e do histórico dos indicados, avaliando sua experiência, integridade e independência.
  • Pressão por transparência nas indicações, exigindo que os critérios técnicos prevaleçam sobre interesses políticos.
  • Debate público e atuação da imprensa, fundamentais para ampliar a análise crítica sobre os nomes indicados.
  • Mobilização da sociedade civil e de entidades de controle, que podem questionar escolhas incompatíveis com os princípios da administração pública.

Quando a sociedade acompanha e cobra responsabilidade na escolha dos ministros do TCU, fortalece-se não apenas o tribunal, mas todo o sistema de controle da gestão pública no Brasil.

Em última análise, a credibilidade do Tribunal de Contas da União depende da confiança pública em seus membros. Por isso, a escolha de cada ministro deve ser tratada como uma decisão de interesse nacional, pautada pela competência técnica, pela ética e pelo compromisso com a boa governança.

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Dia da Mulher: celebrando quem constrói, lidera e transforma a história


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Hoje celebramos mais do que uma data. Celebramos uma força que move o mundo.

O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma homenagem — é o reconhecimento de uma história construída com coragem, inteligência, sensibilidade e uma capacidade extraordinária de transformar realidades.

"A mulher é liderança, é estratégia, é cuidado e também é resistência."

É quem enfrenta jornadas duplas, às vezes triplas, sem perder a dignidade e a determinação. É quem educa gerações, constrói famílias, lidera empresas, inspira comunidades e levanta outras mulheres pelo caminho.

Durante muito tempo tentaram limitar o espaço da mulher. Mas a história provou algo poderoso: quando uma mulher decide avançar, nenhuma barreira é forte o suficiente para impedir seu progresso.

"A mulher não pede licença para fazer história — ela simplesmente faz.

Em cada sala de aula, em cada hospital, em cada empresa, em cada lar, em cada projeto social, em cada batalha silenciosa do cotidiano, existem mulheres construindo um mundo mais humano, mais justo e mais inteligente.

Celebrar este dia é reconhecer que o futuro da sociedade passa, inevitavelmente, pela força feminina.

"Mulheres não são apenas parte da mudança — elas são a própria mudança em movimento."

Hoje é dia de homenagear, agradecer e reconhecer.

Mas, acima de tudo, é dia de reafirmar um compromisso: respeitar, valorizar e apoiar as mulheres todos os dias do ano.

Porque quando uma mulher cresce, ela não cresce sozinha. Ela eleva famílias, inspira comunidades e transforma o mundo.

Feliz Dia Internacional da Mulher.

Hoje celebramos a força que nunca deixou de lutar e o poder que nunca deixará de transformar. 🌹✨

Essa é a homenagem do seu amigo Evandro Brasil e grupo de trabalho.

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Petróleo em Alta, Conflitos em Expansão: Pode o Brasil Ser a Âncora Energética do Mundo?


@evandrobrasil.oficial

Economia Global: A escalada de tensões no Oriente Médio reacende um alerta conhecido pelos mercados globais: sempre que a instabilidade atinge uma região estratégica para a produção e o escoamento de petróleo, os preços internacionais tendem a reagir de forma imediata. O Oriente Médio concentra algumas das maiores reservas do planeta e países-chave da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Qualquer ameaça à oferta — seja por sanções, bloqueios logísticos ou confrontos armados — impacta diretamente a cotação do barril.

Mas, para além da lógica econômica, existe um fator humano que não pode ser ignorado. Tenho acompanhado com profunda preocupação os desdobramentos desses conflitos, porque vidas de inocentes sempre são colocadas em risco. A instabilidade geopolítica não é apenas uma variável de mercado; ela representa sofrimento real, deslocamentos forçados e perdas irreparáveis.


O Brasil como alternativa energética

Nesse cenário, o Brasil surge como um ator estratégico. A Petrobras consolidou o país como um dos grandes produtores mundiais, especialmente após a exploração das reservas do pré-sal. O petróleo brasileiro é reconhecido por sua qualidade e competitividade técnica, e o país já figura entre os principais exportadores globais.

Do ponto de vista estrutural, o Brasil possui três vantagens relevantes:

1. Estabilidade institucional relativa em comparação a regiões em conflito.

2. Capacidade tecnológica consolidada na exploração em águas profundas.

3. Diversificação energética, algo que poucos produtores possuem.

Caso haja uma disrupção significativa no fornecimento do Oriente Médio, o petróleo brasileiro pode contribuir para reduzir o choque de oferta. Evidentemente, não se trata de “substituir” integralmente a produção da região, mas de amortecer impactos e oferecer maior previsibilidade ao mercado internacional.



O diferencial brasileiro: o etanol

Há, contudo, um elemento ainda mais estratégico: o etanol. O Brasil é referência mundial na produção de biocombustíveis à base de cana-de-açúcar. O modelo brasileiro demonstra que é possível combinar segurança energética com matriz mais limpa.

Enquanto muitos países permanecem altamente dependentes do petróleo bruto, o Brasil desenvolveu um sistema flexível, com veículos bicombustíveis e uma cadeia produtiva madura. Em momentos de alta internacional do petróleo, o etanol se torna não apenas alternativa econômica interna, mas também uma possibilidade de exportação estratégica.



Geopolítica, economia e responsabilidade

O mundo vive um momento delicado. A energia é eixo central das disputas internacionais e, infelizmente, conflitos armados continuam sendo instrumentos de pressão e poder. O Brasil, por sua dimensão territorial, capacidade produtiva e matriz energética diversificada, tem condições de assumir um papel ainda mais relevante no equilíbrio global.

Defendo que o país aproveite essa conjuntura não apenas para ampliar exportações, mas para consolidar uma posição diplomática de estabilidade e cooperação. Energia não pode ser apenas instrumento de lucro; deve ser ferramenta de desenvolvimento e paz.

O aumento do preço do petróleo pode ser inevitável diante do cenário atual. Mas a resposta brasileira pode — e deve — ir além da lógica do mercado. Podemos ser parte da solução econômica, sem jamais perder de vista o essencial: preservar vidas e promover estabilidade internacional.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Fim da Escala 6x1: Uma Medida em Defesa da Vida e da Segurança do Trabalhador

 


@evandrobrasil.oficial

Direito do Trabalho: Nos últimos dias, tenho refletido profundamente sobre o debate em torno do fim da escala 6x1. Falo aqui não apenas como cidadão, mas como profissional da área de Segurança do Trabalho. Falo em nome de inúmeros Técnicos de Segurança do Trabalho que, assim como eu, dedicam suas vidas à prevenção de acidentes e à preservação da integridade física e mental dos trabalhadores.

Quem está no chão de fábrica, nas obras nos hospitais, no comércio ou nas empresas de transporte sabe: a fadiga é um inimigo silencioso. A sobrecarga física e mental acumulada ao longo de seis dias consecutivos de trabalho impacta diretamente a atenção, o tempo de reação e a capacidade de tomada de decisão. E quando falamos de segurança, qualquer segundo de desatenção pode significar um acidente grave.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece parâmetros legais para jornada e descanso. No entanto, legalidade não significa, necessariamente, que o modelo seja o mais adequado sob a ótica da prevenção. A experiência prática nos mostra que trabalhadores exaustos apresentam maior propensão a erros operacionais, falhas de procedimento e incidentes.

A própria Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece que jornadas extensas e descanso insuficiente aumentam riscos ocupacionais. Na rotina de inspeções, análises preliminares de risco (APR), DDS e investigações de acidentes, percebemos com frequência a presença do fator humano associado à fadiga.

Um dia a mais de descanso semanal não é privilégio. É medida preventiva. É estratégia de redução de risco. É ferramenta de proteção coletiva.

Quando o trabalhador tem mais tempo para recuperar o corpo, reorganizar sua vida pessoal, conviver com a família e cuidar da própria saúde mental, ele retorna ao ambiente laboral com melhores condições psicofisiológicas. E isso impacta diretamente os indicadores de segurança: menos afastamentos, menos acidentes, menos sofrimento.

Nós, profissionais atuantes no campo da Saúde e Segurança do Trabalho (SST), não defendemos apenas normas e procedimentos. Defendemos vidas. Defendemos famílias que aguardam o retorno seguro de seus entes ao final do expediente. Defendemos ambientes organizacionais mais humanos e sustentáveis.

O debate sobre a escala 6x1 precisa ser enfrentado com responsabilidade técnica, análise ergonômica e visão preventiva. Se o nosso compromisso é reduzir acidentes e infortúnios, precisamos considerar seriamente todas as medidas que comprovadamente contribuam para isso.

Como profissional da área, afirmo: ampliar o descanso semanal pode representar um avanço significativo na cultura de prevenção no Brasil. E se a nossa missão é salvar vidas, não podemos ignorar esse debate.


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Crônica — O dia em que o futuro começou a ficar escuro

  @evandrobrasil.oficial Crônica:  Há momentos na história em que o mundo parece caminhar distraído, como se estivesse atravessando uma rua ...