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O Estado do Rio de Janeiro atravessa um momento decisivo de reorganização administrativa e financeira. Depois de anos marcados por denúncias, crises institucionais, expansão da máquina pública e questionamentos sobre a eficiência do gasto estatal, começam a surgir iniciativas voltadas ao controle das despesas, à revisão de contratos e ao fortalecimento dos mecanismos de fiscalização.
As auditorias iniciadas pelo governo em exercício de Ricardo Couto apontam para um amplo processo de revisão das estruturas administrativas estaduais. Levantamentos divulgados indicam que mais de 1.500 cargos comissionados foram inicialmente extintos, número que posteriormente ultrapassou 4 mil exonerações, atingindo diversos órgãos do Poder Executivo. Apenas na primeira semana das medidas, 638 servidores comissionados deixaram seus cargos. As estimativas apresentadas pelo governo indicam uma economia potencial superior a R$ 230 milhões até o final de 2026, além de uma redução de aproximadamente R$ 10 milhões por mês nas despesas administrativas do Estado. As auditorias também alcançam contratos públicos que somam cerca de R$ 81 bilhões em recursos movimentados pela administração estadual.
Informações preliminares das auditorias revelaram indícios de irregularidades em diferentes áreas da administração pública, incluindo situações envolvendo servidores comissionados sem comprovação adequada de exercício funcional. Em determinados órgãos estaduais, os percentuais identificados são elevados, exigindo aprofundamento das investigações, responsabilização dos envolvidos e recuperação dos prejuízos eventualmente causados aos cofres públicos.
Manifesto meu apoio às medidas de reorganização das contas públicas, ao processo de auditoria permanente e ao combate aos desperdícios que historicamente comprometem a capacidade de investimento do Estado. A sociedade fluminense deseja ver seus recursos aplicados em escolas, hospitais, segurança pública, infraestrutura e valorização dos servidores, e não consumidos por estruturas inchadas, indicações políticas excessivas ou práticas incompatíveis com os princípios da administração pública.
Também considero legítimo realizar uma avaliação crítica dos grupos políticos que conduziram o Estado nos últimos anos. A gestão de Cláudio Castro acumulou forte desgaste político e institucional, culminando em decisões judiciais relevantes e questionamentos sobre a condução administrativa do governo. Diversos setores da sociedade passaram a cobrar maior transparência, eficiência e responsabilidade fiscal.
As lideranças que participaram ou apoiaram esse modelo de gestão, entre elas Rodrigo Bacellar e outros integrantes do grupo político dominante no Estado, precisam apresentar respostas concretas à população sobre os resultados entregues, o crescimento das despesas, a ocupação de cargos estratégicos e os mecanismos de controle adotados durante os últimos anos. A democracia exige fiscalização constante, prestação de contas e compromisso com a boa governança.
Tenho esperança de que o Rio de Janeiro possa inaugurar um novo ciclo político baseado na ética, na transparência, na eficiência administrativa e no respeito ao dinheiro público. O combate à corrupção não deve ser uma bandeira partidária, mas um compromisso permanente de todos aqueles que exercem funções públicas. A ética precisa prevalecer sobre interesses pessoais, acordos de bastidores e práticas que afastam a população da política. O futuro do nosso Estado depende da coragem de enfrentar privilégios, corrigir distorções e reconstruir a confiança da sociedade nas instituições.








