@evandrobrasil.oficial
Direitos Trabalhistas: Eu escrevo este texto em defesa direta e sem rodeios dos vigilantes do Brasil. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias sem a garantia de voltar, expostos à violência, à pressão psicológica e ao risco permanente à própria vida — e que, mesmo assim, seguem sendo tratados com descaso quando o assunto é aposentadoria especial.
A atividade de vigilante não é comum, não é neutra e não é segura. Ela é, por natureza, uma profissão de risco. Quem vigia bancos, hospitais, escolas, empresas, condomínios e espaços públicos está na linha de frente da violência urbana. E isso precisa ser reconhecido na lei e na prática.
O centro do debate: risco à vida não pode ser ignorado
Hoje, duas grandes frentes concentram essa luta:
- O julgamento do Tema 1209 no Supremo Tribunal Federal, que discute se o risco permanente à integridade física do vigilante é suficiente para garantir o direito à aposentadoria especial.
- A tramitação do Projeto de Lei Complementar que trata da aposentadoria especial, muitas vezes citado como PL 1209, que busca corrigir injustiças agravadas após a Reforma da Previdência.
O que está em jogo, aqui, não é privilégio. É justiça.
A Reforma da Previdência penalizou quem mais se arrisca
Após a Reforma, o vigilante passou a enfrentar:
✓ Exigência de idade mínima, mesmo após décadas em atividade de risco;
✓ Dificuldade extrema para comprovar a especialidade da função;
✓ Indeferimentos automáticos no INSS, empurrando o trabalhador para longas batalhas judiciais.
Enquanto isso, o risco continua o mesmo — ou maior. A violência aumentou, o crime se sofisticou, e o vigilante segue sendo o primeiro alvo.
As pressões invisíveis que adoecem a categoria
Além do risco físico, há pressões constantes que pouco se falam:
✓ Jornadas extensas e escalas, muitas vezes, desumanas;
✓ Salários muitas vezes incompatíveis com o risco;
✓ Falta de apoio psicológico;
✓ Terceirizações precárias;
✓ Medo constante de assaltos, represálias e mortes.
Isso adoece. Isso desgasta. Isso encurta vidas.
Negar aposentadoria especial a quem vive sob esse cenário é institucionalizar a injustiça social.
Vigilantes não estão sozinhos — e não podem lutar sozinhos
É aqui que faço um chamado direto aos sindicatos da categoria:
É hora de intensificar a mobilização, pressionar o Congresso, acompanhar de perto o julgamento no STF e dialogar com a sociedade.
A luta previdenciária não é apenas jurídica. Ela é política, social e moral.
Precisamos:
✓ Mobilizar bases;
✓ Informar a sociedade;
✓ Unificar discursos;
✓ Mostrar que vigilante não é “serviço comum”, é atividade de risco permanente.
Um apelo à sociedade brasileira
A sociedade precisa entender algo simples:
Quem protege patrimônios e vidas também precisa ser protegido.
Reconhecer a aposentadoria especial dos vigilantes é reconhecer que o trabalho tem valor, que a vida importa e que o Estado não pode fechar os olhos para a realidade concreta das ruas.
Conclusão: aposentadoria especial é respeito
Eu acredito que o julgamento do Tema 1209 e o avanço do projeto de lei podem marcar um divisor de águas para a categoria. Mas isso só acontecerá com pressão social, sindical e política.
Aos vigilantes, deixo uma mensagem clara:
direitos não caem do céu — são conquistados com luta, união e informação.
Seguirei ao lado dessa categoria, defendendo, informando e cobrando.
Porque quem vive sob risco merece, no mínimo, dignidade ao final da jornada.
Aposentadoria especial já! Justiça para os vigilantes.
...........
Anúncio, Divulgação












.jpeg)
