segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Aquecimento Global e o Aumento do Volume de Chuvas de Verão: Entenda a Relação Científica



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Aquecimento Global: Mais uma vez as chuvas de verão castigaram as cidades no Rio de Janeiro. Os efeitos das chuvas tem sido devastadores e tem causado grande prejuízo às famílias por conta de enchentes e alagamentos. 

Diante desse quadro trago algumas informações sustentadas por estudos científicos sobre a relação da hipervolumetria hídrica com o aquecimento do planeta. Precisamos abrir os olhos para essa nova realidade que nós obriga a repensar as cidades brasileiras, principalmente nas encostas e baixadas.

O fenômeno do aquecimento global tem impacto direto sobre os padrões de chuva no planeta. Uma das mudanças mais perceptíveis, especialmente em regiões tropicais como o Brasil, é o aumento no volume das chuvas de verão. Mas por que isso acontece? E o que dizem os estudos científicos sobre essa relação?


1. O Ar Mais Quente e sua Capacidade de Armazenar Umidade

A base física dessa ligação está na física atmosférica. À medida que a temperatura média do ar aumenta, a atmosfera se torna capaz de reter mais vapor d’água. Esse conceito é explicado pela lei de Clausius-Clapeyron, um princípio da física que descreve como a pressão de vapor do líquido aumenta com a temperatura.

Segundo o climatologista Kevin E. Trenberth, do National Center for Atmospheric Research (NCAR), “um ar mais quente pode conter mais vapor d’água — cerca de 7% a mais para cada 1 °C de aquecimento”¹. Essa maior disponibilidade de vapor é um dos principais ingredientes para chuvas mais intensas.


2. Pesquisas que Confirmam o Aumento da Umidade Atmosférica

Dados observacionais mostram que a umidade relativa global tem aumentado nas últimas décadas. Um estudo publicado na revista Nature por Dai (2006) analisou séries históricas de evaporação e umidade e concluiu que o aquecimento global intensifica o ciclo hidrológico, aumentando tanto a evaporação quanto a precipitação em muitos lugares².

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) também corrobora isso, afirmando que há evidências de um reforço no ciclo hidrológico devido ao aquecimento global, o que resulta em eventos de chuva mais intensos e extremos³.


3. Por Que as Chuvas de Verão São Especialmente Afetadas?

No verão, a combinação de: temperaturas mais altas, maior energia solar incidente e forte evaporação, torna a atmosfera ideal para desenvolvimento de nuvens convectivas — as nuvens que causam as chuvas intensas de verão.

Pesquisadores como Aiguo Dai e Gabriel Lau, em seus estudos sobre mudanças no padrão de precipitação global, explicam que regiões tropicais e subtropicais tendem a experimentar chuvas mais concentradas e intensas em períodos curtos devido ao aumento da energia termodinâmica disponível na atmosfera⁴.


4. Aumento de Eventos Extremos de Chuva

Além do aumento do volume médio de chuvas, outra mudança observada é o crescimento da intensidade dos eventos extremos — tempestades que despejam grande quantidade de água em pouco tempo.

O climatologista Michael E. Mann, renomado por suas pesquisas em paleoclimatologia e clima moderno, destaca em suas publicações que uma atmosfera mais quente não apenas retém mais umidade, como também favorece a formação de sistemas meteorológicos mais vigorosos, os quais produzem chuvas torrenciais e eventos extremos com mais frequência⁵.

Essa tendência está documentada nos relatórios do IPCC, que apontam consistência entre modelos climáticos e observações: 

"Chuvas intensas estão se tornando mais frequentes em muitas regiões do mundo, incluindo partes da América do Sul"⁶.


5. O Paradoxo: Mais Chuvas, Mas Também Mais Secas

Um ponto importante destacado por climatologistas é que o aquecimento global não significa apenas chuva constante, mas sim chuvas mais extremas e irregularidade no regime pluvial. Isso pode levar a: enchentes quando chove muito em curto período e secas mais prolongadas entre episódios de chuva intensa.

Esse fenômeno foi analisado pela pesquisadora Tapio Schneider, que adverte que “um ciclo hidrológico mais energetizado pode acentuar extremos de seca e inundação, mesmo em condições de aumento do volume total de chuva”⁷.


O Que Isso Significa para o Brasil

No Brasil e especialmente em zonas tropicais, o aquecimento global contribui diretamente para que haja mais vapor disponível na atmosfera, que se intensifiquem as correntes convectivas no verão e ocorram chuvas mais volumosas e concentradas em poucos dias.

Isso aumenta os riscos de enchentes e deslizamentos, impactando cidades e sistemas de infraestrutura.

Com base em estudos de pesquisadores e instituições reconhecidas mundialmente — como Trenberth, Dai, Mann, e relatórios do IPCC — a ciência climática demonstra que o aquecimento global é um dos motores do aumento no volume de chuvas de verão, e esse conhecimento é essencial para políticas públicas e adaptação climática.

Todas as informações que trouxe neste post torna evidente de que se faz necessário repensar a engenharia das cidades. Por parte do gestor público é preciso ter total dedicação à educação ambiental, a manutenção da infraestrutura dos bairros, a criação de áreas para escoamento das águas das chuvas, a abertura de canais, dentre outras.


Referências

1. Trenberth, K. E. — estudos de umidade e capacidade de retenção de vapor.

2. Dai, A. (2006) — “Precipitation and humidity variability in a warming climate.” Nature.

3. IPCC — Relatório de Avaliação sobre mudanças climáticas.

4. Lau, K. M. & Aiguo Dai — pesquisas sobre circulação e precipitação.

5. Mann, M. E. — clima extremo e mudanças no ciclo hidrológico.

6. IPCC AR6 — capítulos sobre precipitação extrema.

7. Schneider, T. — dinâmica do ciclo hidrológico em clima aquecido.

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

O Dia em que a Velocidade Encontrou a Tragédia: A Mille Miglia de 1957 e o Fim de uma Era


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Automobilismo: Em 12 de maio de 1957, o automobilismo mundial testemunhou um dos episódios mais trágicos de sua história. O acidente envolvendo um carro da Ferrari durante a lendária Mille Miglia não apenas ceifou vidas, mas redefiniu os rumos das competições automobilísticas na Europa.

Mais do que um acidente, aquele domingo marcou o fim de uma era romântica e perigosa das corridas de rua.


A Mille Miglia: A Corrida que Simbolizava a Itália

Criada em 1927, a Mille Miglia — literalmente “Mil Milhas” — era uma prova de resistência disputada em estradas abertas, ligando Brescia a Roma e retornando ao ponto de partida. Ao longo de três décadas, tornou-se um símbolo do espírito automobilístico italiano, reunindo fabricantes como Ferrari, Maserati e Mercedes-Benz.

Era uma corrida épica, mas também brutal. Pilotos atravessavam vilas e cidades a velocidades extremas, dividindo o espaço com postes, pontes, casas e multidões de espectadores posicionados perigosamente próximos à pista.


O Acidente em Guidizzolo

Na edição de 1957, o piloto espanhol Alfonso de Portago conduzia uma Ferrari 335 S — um protótipo equipado com motor V12 de aproximadamente 4 litros, capaz de ultrapassar 300 km/h.

Faltando cerca de 70 km para a chegada, na vila de Guidizzolo, ocorreu a ruptura do pneu dianteiro esquerdo. O carro trafegava a mais de 240 km/h. A falha provocou a perda instantânea de controle.

O veículo saiu da pista, atingiu postes e estruturas laterais e foi lançado sobre um canal, colidindo violentamente contra espectadores.

O navegador americano Edmund Nelson morreu no local, assim como Portago. Nove espectadores — entre eles cinco crianças — também perderam a vida. Cerca de vinte pessoas ficaram feridas.


Causas Técnicas e Contexto

Embora a investigação tenha apontado o estouro do pneu como causa imediata, o acidente evidenciou fatores estruturais mais amplos:

Altíssimas velocidades em vias públicas

Ausência de áreas de escape

Proximidade extrema do público

Limitações tecnológicas dos pneus da época

Falta de protocolos modernos de segurança

A tragédia expôs a vulnerabilidade tanto dos competidores quanto do público em corridas realizadas em estradas comuns.


Consequências Jurídicas e Esportivas

O impacto foi imediato e profundo.

A Mille Miglia foi oficialmente encerrada como corrida de velocidade. A Itália passou a restringir severamente competições em vias públicas. O próprio fundador da Ferrari, Enzo Ferrari, foi processado sob acusação de homicídio culposo, sob a alegação de responsabilidade técnica pelo veículo. Após anos de tramitação, o caso foi arquivado.

No plano esportivo, o acidente acelerou mudanças estruturais no automobilismo:

Migração definitiva para circuitos fechados

Evolução nas normas de segurança

Maior controle técnico sobre pneus e componentes

Reconfiguração das responsabilidades das equipes e fabricantes

A década de 1960 seria marcada por avanços graduais em segurança, embora ainda distante dos padrões atuais.


O Fim da Era Romântica

Até os anos 1950, o automobilismo era visto como a última fronteira da bravura mecânica e humana. Pilotos eram tratados como cavaleiros modernos, enfrentando riscos quase inevitáveis.

O acidente de 1957 encerrou simbolicamente essa fase heroica e imprudente. A partir dali, a segurança passou a ser debatida como elemento estruturante do esporte — ainda que sua consolidação levasse décadas.


Legado Histórico

Hoje, a Mille Miglia existe como evento de regularidade para carros clássicos, uma celebração histórica sem a imprudência das velocidades extremas.

A tragédia de Guidizzolo permanece como um divisor de águas: um momento em que o automobilismo percebeu que a busca pela performance não poderia estar dissociada da responsabilidade.

Foi o dia em que a velocidade encontrou seus limites.

E o esporte nunca mais foi o mesmo.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Hamlet e o Luto de um Pai: A Dor que Transformou Shakespeare em Eternidade



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Arte: Ao estudar a trajetória de William Shakespeare, é impossível ignorar um episódio que, ao meu ver, ajuda a compreender a profundidade emocional de sua obra: a morte de seu filho Hamnet Shakespeare, em 1596.

"A tragédia Hamlet, escrita por William Shakespeare por volta de 1599–1601, é frequentemente associada à morte de seu filho Hamnet Shakespeare, que faleceu em 1596, aos 11 anos de idade."

Hamnet tinha apenas 11 anos. Poucos anos depois, Shakespeare escreveria aquela que se tornaria uma das maiores tragédias da literatura universal: Hamlet.

Não há um documento oficial afirmando que a peça foi escrita em homenagem ao filho. Contudo, ao analisarmos o contexto histórico, o intervalo temporal entre a perda e a criação da obra, e a própria estrutura dramática do texto, a conexão deixa de parecer coincidência e passa a ser uma hipótese literária consistente.

Na Inglaterra elisabetana, os nomes Hamnet e Hamlet eram variantes linguísticas intercambiáveis. Essa proximidade nominal, associada ao fato de que a peça é construída sobre a dor da perda, o luto não resolvido e a relação entre pais e filhos, não pode ser ignorada sob uma análise crítica séria.

Quando leio Hamlet, não vejo apenas um príncipe dinamarquês consumido pela dúvida. Vejo a elaboração simbólica de uma ausência. Vejo um pai que perdeu um filho — ou um filho que perdeu um pai — e a complexidade emocional que nasce desse rompimento irreparável.

A tragédia não é apenas política ou filosófica. Ela é existencial. Ela é humana.

A genialidade de Shakespeare não está apenas na construção estética da linguagem, mas na capacidade de transformar dor em arte permanente. Se Hamnet influenciou ou não a escrita de Hamlet de forma consciente, o fato é que a obra carrega uma densidade emocional compatível com alguém que conheceu o luto de perto.

Como pesquisador e observador atento da história e da literatura, entendo que grandes obras não nascem no vazio. Elas emergem de experiências profundas. E poucas experiências são tão transformadoras quanto a perda de um filho.

Talvez seja exatamente por isso que Hamlet atravessa séculos: porque ali não há apenas teatro — há humanidade.

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A TRÍADE DINÂMICA ADAPTATIVA (TDA): Uma Proposta Conceitual para Análise Sistêmica do Modelo Homem–Tarefa–Máquina

A TRÍADE DINÂMICA ADAPTATIVA (TDA):

Uma Proposta Conceitual para Análise Sistêmica do Modelo Homem–Tarefa–Máquina

Autor do Estudo: Professor Evandro Brasil. Pedagogo; SST (Saude e Segurança do Trabalho). Instituto Evandro Brasil, Rio de Janeiro. Fev/2026.

Trabalhadores na Construção Civil. Imagem meramente ilustrativa. - Reprodução Agência Brasil.


Resumo

O Sistema Homem–Tarefa–Máquina (HTM) constitui um dos pilares da ergonomia moderna, consolidado a partir da abordagem sistêmica do trabalho no século XX. Embora amplamente utilizado na Análise Ergonômica do Trabalho (AET), o modelo tradicional apresenta caráter predominantemente descritivo. O presente artigo propõe a Teoria da Tríade Dinâmica Adaptativa (TDA) como uma sistematização operacional do modelo HTM, introduzindo variáveis comparativas, princípios estruturantes e um indicador de equilíbrio sistêmico. A proposta visa oferecer um referencial metodológico aplicável à análise ergonômica contemporânea, permitindo elaboração de fluxogramas decisórios e suporte técnico à gestão de riscos ocupacionais.


Palavras-chave: Ergonomia; Sistema Homem–Tarefa–Máquina; Análise Ergonômica do Trabalho; Modelo Sistêmico; Gestão de Riscos.


1. Introdução

A ergonomia consolidou-se como disciplina científica no período pós-guerra, especialmente a partir da formalização da International Ergonomics Association (IEA), sendo definida como a ciência que estuda as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema.

O modelo Homem–Tarefa–Máquina (HTM) emergiu como representação estrutural dessas interações, fundamentando abordagens em fatores humanos, engenharia de segurança e psicodinâmica do trabalho.

Entretanto, a crescente complexidade dos sistemas produtivos — particularmente na era da automação e da Indústria 4.0 — demanda modelos analíticos mais operacionais e comparativos.

Nesse contexto, propõe-se a Tríade Dinâmica Adaptativa (TDA).


2. Fundamentação Teórica

2.1 Abordagem Sistêmica do Trabalho

A visão sistêmica aplicada à ergonomia tem raízes na Teoria Geral dos Sistemas (Bertalanffy, 1968), segundo a qual sistemas complexos devem ser compreendidos a partir da interação entre seus componentes.

Na ergonomia, essa abordagem foi incorporada aos estudos de fatores humanos e à análise da atividade real (Wisner, 1987).


2.2 Sistema Homem–Tarefa–Máquina

Autores clássicos como Iida (2005) e Grandjean (1998) destacam que o desempenho humano no trabalho depende da adequação entre:

- Capacidades humanas

- Exigências da tarefa

- Configuração técnica dos equipamentos

A Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) institucionaliza esse princípio ao determinar que as condições de trabalho devem ser adaptadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Contudo, a literatura tradicional descreve a interação HTM sem propor um modelo comparativo formal de equilíbrio.


3. A Teoria da Tríade Dinâmica Adaptativa (TDA)

3.1 Estrutura Conceitual

A TDA estrutura o sistema em três variáveis centrais:

- Capacidade Humana (CH)

- Exigência da Tarefa (ET)

- Configuração da Máquina (CM)

O equilíbrio ergonômico ocorre quando:


CH ≥ ET, com CM compatível com CH.


3.2 Princípios Estruturantes

A TDA fundamenta-se em três princípios:


3.2.1 Princípio do Alinhamento

O desempenho seguro depende da compatibilidade entre capacidades humanas e demandas operacionais.


3.2.2 Princípio da Compensação

Quando um elemento apresenta limitação, outro pode compensar, desde que tecnicamente ajustado.

Exemplo: Automação adequada pode reduzir sobrecarga cognitiva.


3.2.3 Princípio da Retroalimentação

O sistema deve possuir mecanismos contínuos de monitoramento para ajuste adaptativo.


Indicadores possíveis:

- Taxa de erro

- Fadiga

- Absenteísmo

- Incidentes


4. Indicador de Equilíbrio Sistêmico (IES)

Propõe-se a criação do:

IES = f (CH, ET, CM)

Onde:

IES Alto → Equilíbrio ergonômico

IES Moderado → Ajuste preventivo necessário

IES Baixo → Risco elevado

Esse indicador permite operacionalizar a análise ergonômica, superando abordagens exclusivamente qualitativas.


5. Aplicabilidade Metodológica

A TDA possibilita a construção de um fluxograma decisório com as seguintes etapas:

1. Avaliação da Capacidade Humana

2. Análise da Exigência da Tarefa

3. Verificação da Configuração da Máquina

4. Comparação CH × ET

5. Avaliação compensatória da CM

6. Proposição de ajustes

7. Monitoramento contínuo


Esse modelo é compatível com:

- Análise Ergonômica do Trabalho (AET)

- Gestão de Riscos Ocupacionais

- Projetos de concepção industrial

- Sistemas automatizados


6. Discussão

A principal contribuição da TDA é transformar o modelo HTM de estrutura descritiva para ferramenta analítica comparativa.

Enquanto a ergonomia clássica identifica interações, a TDA permite:

- Hierarquização de riscos

- Construção de indicadores

- Formalização de decisões técnicas

- Integração com sistemas de gestão

A proposta dialoga com a ergonomia contemporânea, que exige métricas e integração com modelos de governança organizacional.


7. Conclusão

A Tríade Dinâmica Adaptativa não substitui o modelo Homem–Tarefa–Máquina, mas o sistematiza em estrutura comparativa e operacional.

Sua contribuição reside em:

- Formalização conceitual

- Integração de princípios de alinhamento e compensação

- Introdução de indicador de equilíbrio

- Aplicabilidade prática via fluxograma

Trata-se de proposta teórica derivada dos fundamentos clássicos da ergonomia, com potencial de aplicação didática e técnica.


Referências Bibliográficas

BERTALANFFY, L. Teoria Geral dos Sistemas. 1968.

GRANDJEAN, E. Manual de Ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto Alegre: Bookman, 1998.

IIDA, I. Ergonomia: Projeto e Produção. São Paulo: Edgard Blücher, 2005.

WISNER, A. Por Dentro do Trabalho. São Paulo: Oboré, 1987.

International Ergonomics Association. Definition of Ergonomics.

Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 17 – Ergonomia.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estabelecido

 


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Segurança do Trabalho: A gestão eficaz de riscos ocupacionais não é apenas uma exigência legal — é um diferencial estratégico para qualquer organização, seja na indústria, no comércio ou no setor de serviços.

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estabelecido pela Norma Regulamentadora nº 01, exige que as empresas adotem uma abordagem sistemática: identificar perigos, avaliar riscos e implementar medidas de controle com base em critérios técnicos. Isso significa sair do improviso e atuar com metodologia, evidência e documentação estruturada por meio do PGR.

Na prática, a classificação dos riscos em níveis (Grau 1, 2 ou 3) permite priorizar decisões. Um risco Grau 3 — como atropelamento por empilhadeira em um centro logístico ou queimadura por fritadeira em uma cozinha industrial — exige intervenção imediata. Já riscos Grau 2 demandam plano de ação estruturado e monitoramento contínuo. O Grau 1, embora de menor criticidade, nunca deve ser ignorado: ele compõe o cenário preventivo da organização.

Outro ponto essencial é a hierarquia das medidas de controle. Antes de pensar em EPI (conforme a Norma Regulamentadora nº 06), é necessário avaliar a possibilidade de eliminação, substituição ou aplicação de medidas de engenharia. Segurança madura não se limita à entrega de equipamentos — ela transforma processos.

Empresas que estruturam corretamente seu inventário de riscos e aplicam matriz de probabilidade x severidade conseguem:

✔ Reduzir acidentes e afastamentos
✔ Minimizar passivos trabalhistas
✔ Aumentar produtividade
✔ Fortalecer a cultura organizacional

A segurança do trabalho deixou de ser apenas operacional. Hoje, é gestão estratégica, governança e sustentabilidade corporativa.

Prevenção eficaz não é custo. É investimento com retorno mensurável.

#SegurançaDoTrabalho #GRO #PGR #GestãoDeRiscos #Prevenção #SaúdeOcupacional #Compliance #Indústria #Comércio

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Zé do Caroço: o samba que me fez parar para ouvir a história do morro


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Cultura: Ao assistir à introdução do desfile da GRES Unidos de Vila Isabel, algo me atravessou de forma inesperada. No aquecimento da escola, ecoava o samba Zé do Caroço. Não era apenas mais uma música tocada antes do desfile. Era um chamado. Naquele instante, decidi que precisava registrar a história que está por trás desse samba — uma história que diz muito sobre o Brasil, sobre o morro e sobre o poder transformador da cultura popular.

Antes de tudo, é importante entender a dimensão de Leci Brandão na cultura do samba. Leci não é apenas uma grande compositora e intérprete. Ela é uma voz histórica do povo preto, da periferia, das mulheres e dos trabalhadores. Sua obra sempre esteve comprometida com a denúncia das desigualdades sociais, com a valorização das comunidades e com a resistência cultural. No samba, Leci ocupa um lugar de consciência, coragem e identidade.

“Zé do Caroço” nasce exatamente desse compromisso. A música é inspirada em um personagem real: um líder comunitário de um morro carioca que, munido de um serviço de alto-falantes, usava o som para informar, conscientizar e organizar a comunidade. Enquanto muitos viam aquele barulho como incômodo, Zé do Caroço enxergava ali uma ferramenta de educação popular e mobilização social. Ele falava de política, avisava sobre reuniões, alertava os moradores e fortalecia o senso coletivo.

Quando ouvi esse samba no aquecimento da Vila Isabel, percebi o quanto ele continua atual. Em poucos versos, Leci Brandão constrói um retrato fiel da luta cotidiana do povo das favelas, da comunicação feita de baixo para cima e da liderança que nasce da necessidade, não do poder institucional. “Zé do Caroço” é, ao mesmo tempo, crônica social, denúncia e homenagem.

Registrar essa história no meu blog é, para mim, um ato de respeito ao samba e à memória popular. É reafirmar que o samba não é só festa: é narrativa, é política, é história viva. E Leci Brandão, com sua trajetória e sua obra, segue sendo uma das maiores responsáveis por manter essa chama acesa.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Use sempre o seu conhecimento para fazer o bem


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Lição de Vida: No início dos anos 80, eu tive a oportunidade de trabalhar com uma família que marcou profundamente a minha trajetória. Não foi apenas uma relação profissional. Foi uma experiência de vida. Algumas pessoas dessa família, inclusive, são meus amigos até hoje — daqueles que o tempo não apaga e as circunstâncias só fortalecem.

Era uma família empreendedora, inquieta, visionária. Atuavam em várias áreas, sempre com foco em resultado, crescimento e responsabilidade. Em determinado momento, após um desentendimento com o líder da família, algo mudou: passaram a cobrar com ainda mais rigor. As metas ficaram claras, objetivas, e a cobrança passou a ser constante. Não havia espaço para desculpas, improvisos ou meias verdades.


E eu aceitei o desafio.

Posso afirmar, com tranquilidade e consciência limpa, que cumpri muito bem o meu papel. Entreguei resultados, honrei compromissos e aprendi lições que carrego comigo até hoje — lições que nenhuma faculdade ensina e que nenhum livro entrega prontas.

Mas uma frase, dita pelo líder daquela família, atravessou décadas e se transformou em um verdadeiro norte na minha vida. Uma mensagem simples, direta, poderosa:

“Nunca use o seu conhecimento para fazer o mal. Use seu conhecimento, sempre, para fazer o bem.”

Essa frase nunca mais saiu de mim. Eu a guardei como um patrimônio moral. Levei para minha vida profissional, para minhas decisões, para minhas escolhas. Repassei aos meus filhos e agora compartilho com você que me acompanha.

Conhecimento é poder. Mas poder sem valores vira risco. Conhecimento sem ética vira ameaça. Quando usamos aquilo que sabemos apenas para vencer, passar por cima ou explorar, o preço chega — cedo ou tarde. Agora, quando usamos o conhecimento para construir, orientar, proteger e transformar, o retorno é duradouro e verdadeiro.

Ao longo da minha caminhada, foi essa visão que me permitiu atravessar desafios, superar momentos difíceis e manter a credibilidade. Autoridade não nasce do cargo, do título ou do status. Autoridade nasce da coerência entre o que você sabe, o que você faz e o impacto que você gera na vida das pessoas.

Se hoje compartilho experiências, ideias e aprendizados, é porque acredito que o conhecimento só cumpre seu papel quando circula, quando inspira e quando gera o bem. E se este texto chegou até você, talvez não seja por acaso.

Que a gente nunca se esqueça: "saber muito não é o mais importante. O mais importante é o que fazemos com aquilo que sabemos."

Se essa mensagem fez sentido para você, siga acompanhando. Aqui, conhecimento não é arma. É ponte. É ferramenta. É compromisso com o bem.

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Aquecimento Global e o Aumento do Volume de Chuvas de Verão: Entenda a Relação Científica

@evandrobrasil.oficial Aquecimento Global: Mais uma vez as chuvas de verão castigaram as cidades no Rio de Janeiro. Os efeitos das chuvas te...