sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Duque de Caxias amanheceu mais pobre.



Por Evandro Brasil | @evandrobrasil.oficial

Sem Cultura: Hoje, o povo caxiense perdeu uma parte da sua identidade. Em um ato que muitos enxergam como irresponsável e desconectado do compromisso com a nossa história, foi destruído um pórtico erguido por Oscar Niemeyer no final dos anos 90 — uma obra que carregava não apenas concreto e linhas modernas, mas memória, cultura e pertencimento.


"O monumento conhecido como 'Movimento do Trabalhador' (ou pórtico em homenagem ao trabalhador), idealizado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, foi demolido pela Prefeitura de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, no final de janeiro de 2026."


Fica a sensação de que há uma tentativa de apagar marcas do passado, inclusive obras que ainda resistem de gestões anteriores, como as do governo Zito. Independentemente de posições políticas, o patrimônio histórico e cultural de uma cidade não pertence a um governo, pertence ao seu povo.

Como a Secretaria de Cultura de Duque de Caxias não alertou sobre o valor imensurável desse monumento?
Como os 29 vereadores do município não se manifestaram diante da importância histórica dessa estrutura para a cidade?

Quando um símbolo é destruído, não se perde apenas uma construção — perde-se parte da memória coletiva. E uma cidade sem memória corre o risco de perder também o seu futuro.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Laudêmio no Brasil: da Idade Média ao Debate Atual sobre Propriedade e Tributação



@evandrobrasil.oficial

Imóveis: O laudêmio é uma das taxas mais antigas ainda em vigor no Brasil, um instituto originado no sistema de enfiteuse europeia e que atravessou séculos até chegar ao direito imobiliário brasileiro contemporâneo. Apesar de pouco conhecido pelo público em geral, o laudêmio tem grande impacto em transações imobiliárias em áreas de domínio da União — especialmente em zonas litorâneas e terrenos de marinha — e tem sido alvo de debates recentes no Congresso Nacional.


O que é Laudêmio?

O laudêmio é uma taxa paga obrigatoriamente pelo vendedor de um imóvel situado em terreno pertencente à União, antes que a transferência onerosa (como compra e venda, permuta ou cessão onerosa) seja registrada em cartório. Essa taxa corresponde a 5% do valor atualizado do terreno, excluídas as benfeitorias (construções ou melhorias), e deve ser quitada para que a Certidão Autorizativa de Transferência (CAT) seja emitida pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) — condição indispensável para a escritura definitiva.

Em termos práticos, o laudêmio é uma compensação financeira pela mudança de titularidade do “domínio útil” do terreno. Ou seja, quem detém apenas o direito de uso sobre a terra (enquanto o solo é de propriedade da União) deve pagar essa taxa ao alienar esse direito a outro comprador.


Origem Histórica: Da Idade Média ao Brasil Colonial

A origem do laudêmio remonta ao sistema feudal europeu, especialmente em Portugal, onde grandes propriedades eram arrendadas sob contratos de aforamento ou enfiteuse. Nesses contratos, o “senhorio direto” (normalmente a nobreza ou a Coroa) detinha a propriedade da terra, enquanto o enfiteuta tinha o direito de uso mediante obrigações contratuais, incluindo taxas e compensações em caso de transferência.

Esse modelo foi trazido ao Brasil durante o período colonial, quando a Coroa Portuguesa introduziu o instituto como forma de garantir receita e controle sobre terras concedidas em uso. Ao longo dos séculos, mesmo após a independência e a modernização do direito brasileiro, o laudêmio sobre terrenos de marinha e outros bens da União permaneceu como obrigação legal.


Dados Atualizados: Arrecadação e Relevância Econômica

Segundo dados recentes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o laudêmio rendeu aproximadamente R$ 833,8 milhões nos últimos cinco anos, com uma arrecadação de R$ 268,54 milhões em 2024 — um valor expressivo que ressalta a importância econômica dessa taxa na gestão dos imóveis sob domínio da União.

Além disso, parte dessa arrecadação (20% somada à taxa de ocupação anual) é repassada aos municípios e ao Distrito Federal onde os imóveis estão localizados, beneficiando financeiramente as localidades diretamente afetadas.


Onde o Laudêmio Se Aplica?

A principal aplicação do laudêmio ocorre em imóveis:

  • Localizados em terrenos de marinha e acrescidos de marinha (primeiros 33 metros desde a linha da maré alta);
  • Situações que envolvem a União como proprietária do solo, mas cedendo o domínio útil ao ocupante.

A taxa incide apenas quando há transferência onerosa, não se aplicando em casos de doação ou transmissão por herança.


Críticas e Debates Políticos Contemporâneos

Apesar de sua base legal consolidada, o laudêmio tem sido objeto de intenso debate. No Congresso, propostas como a chamada “PEC das Praias” já foram aprovadas na Câmara dos Deputados com o objetivo de alterar a propriedade de terrenos de marinha e potencialmente pôr fim à cobrança dessa taxa, visando facilitar a negociação de imóveis costeiros e atrair mais investimento imobiliário.

Especialistas apontam que essa discussão se dá em um contexto no qual o mercado imobiliário e a legislação fundiária brasileira buscam modernização e maior segurança jurídica para compradores e vendedores, sobretudo em um cenário de valorização imobiliária e expansão urbana nas regiões litorâneas.


Então, podemos concluir que:

O laudêmio é um instituto jurídico com raízes históricas profundas, que ainda hoje influencia diretamente o valor final de muitas transações imobiliárias no Brasil. Ele representa uma compensação pelo uso de terrenos da União e tem impacto econômico real, como mostram os dados mais recentes de arrecadação. Ao mesmo tempo, a sua manutenção ou modificação é tema de debates legislativos importantes, refletindo tensões entre tradição legal, desenvolvimento econômico e direitos de propriedade.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Por que Dias Toffoli deveria se afastar do caso Banco Master


@evandrobrasil.oficial

Banco Master: Quando um ministro do Supremo Tribunal Federal julga um caso, a sociedade espera imparcialidade absoluta. Não apenas imparcialidade jurídica, mas também aparência de imparcialidade. E é exatamente por isso que, na minha avaliação, o ministro Dias Toffoli deveria se declarar impedido ou se afastar do caso envolvendo o Banco Master.

Não se trata de perseguição, nem de ataque pessoal. Trata-se de preservar a credibilidade das instituições.


O que está em jogo não é só um banco

O caso Banco Master envolve dinheiro público, decisões administrativas e interesses sensíveis. Quando um processo desse porte chega ao STF, qualquer dúvida sobre conflito de interesses mina a confiança da população no julgamento.

E justiça sem confiança não é justiça plena.


O princípio da imparcialidade não é opcional

A Constituição e o próprio Código de Processo Civil são claros:

"juízes devem se declarar impedidos sempre que houver vínculo, interesse direto ou situação que gere dúvida razoável sobre sua neutralidade."

Não é preciso provar favorecimento. Basta a possibilidade de comprometimento da imparcialidade.

Esse princípio existe justamente para proteger o Judiciário — e não para atacá-lo.


A aparência de neutralidade também importa

Muita gente esquece disso, mas no Direito não basta ser imparcial. É preciso parecer imparcial.

Quando um ministro permanece em um caso cercado de questionamentos públicos, o resultado do julgamento — seja qual for — já nasce sob suspeita. E quem perde com isso não é um lado ou outro do processo. Quem perde é a democracia.


Transparência fortalece o STF

Um eventual afastamento não seria sinal de fraqueza. Pelo contrário.

Seria um gesto de grandeza institucional, maturidade democrática e respeito ao cidadão que paga impostos e espera decisões técnicas, justas e acima de qualquer dúvida.

O Supremo não pode se permitir parecer distante da sociedade ou indiferente às preocupações legítimas da população.


Minha opinião

"Eu acredito que Dias Toffoli deveria se afastar do caso Banco Master para preservar a imagem do STF, fortalecer a confiança pública e reafirmar um princípio básico: a Justiça não pode conviver com sombras de dúvida."

Em tempos de descrédito nas instituições, transparência não é excesso — é necessidade.


Justiça não é só decidir corretamente.

É decidir de forma que o povo confie na decisão.


#Cidadania #Democracia #Transparência #Justiça #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil

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Bronzeamento Artificial: o que a ciência diz, o que a lei permite e como gerar renda de forma segura



@evandrobrasil.oficial

Estética: Durante muitos anos, o bronzeamento artificial foi associado à estética, ao verão e à ideia de “pele saudável”. No entanto, com o avanço da ciência e o acúmulo de evidências clínicas, esse tema passou a exigir uma abordagem muito mais responsável — especialmente quando falamos em uso profissional e geração de renda.

Escrevo este texto com o objetivo de informar, educar e esclarecer, sem achismos, baseado em dados científicos e na legislação brasileira vigente.



O que é o bronzeamento artificial por radiação UV

O bronzeamento artificial tradicional utiliza radiação ultravioleta (UVA e/ou UVB) para estimular a produção de melanina pela pele. Esse escurecimento, muitas vezes interpretado como “beleza” ou “saúde”, é na verdade uma resposta do organismo a uma agressão celular.

A literatura científica é clara: não existe bronzeamento por UV seguro.

Toda exposição artificial à radiação ultravioleta aumenta o risco de danos ao DNA das células da pele.



Por que o bronzeamento artificial é proibido no Brasil

No Brasil, a Anvisa proibiu o uso de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos por meio da RDC nº 56/2009.

Essa decisão foi baseada em evidências robustas que associam o bronzeamento artificial a:

  • Aumento do risco de câncer de pele, especialmente melanoma
  • Envelhecimento precoce da pele
  • Queimaduras e lesões cutâneas
  • Danos oculares
  • Agravamento de doenças dermatológicas

Desde então, qualquer exploração comercial, divulgação ou uso estético dessas câmaras é ilegal, sujeita a multas, interdição e responsabilização civil e criminal.

É importante deixar claro: fototerapia médica não é bronzeamento estético.
A fototerapia é um tratamento clínico, prescrito por médico, com controle rigoroso de dose, tempo e indicação terapêutica.



Então, é possível gerar renda nesse segmento?

Sim, é possível gerar renda no nicho do bronzeamento, mas não com radiação UV.

O mercado evoluiu, e hoje existem alternativas legais, seguras e altamente lucrativas, que não colocam em risco a saúde do cliente nem o profissional.



A alternativa legal: bronzeamento sem UV (spray tan)

O bronzeamento a jato, também conhecido como spray tan, utiliza cosméticos autobronzeadores à base de DHA, uma substância que reage apenas com a camada mais superficial da pele, sem penetrar no organismo.


Principais vantagens:

  • Não emite radiação
  • Não causa câncer de pele
  • Resultado imediato
  • Procedimento seguro
  • Permitido no Brasil
  • Alta procura em eventos, festas e períodos de verão

Do ponto de vista profissional, trata-se de um serviço com baixo custo inicial, alto giro e excelente aceitação de mercado.



Profissionalização e ética: o verdadeiro diferencial

Mais do que oferecer um serviço, o profissional da área estética precisa compreender que:

  • Conhecimento gera autoridade
  • Ética gera confiança
  • Segurança gera longevidade no negócio

Trabalhar dentro da legalidade não é limitação — é estratégia.

Quem se posiciona de forma científica, transparente e responsável constrói uma marca sólida, evita problemas jurídicos e cria oportunidades reais de crescimento, inclusive com cursos, mentorias, conteúdos educativos e produtos associados.


O bronzeamento artificial por radiação UV pertence ao passado.
O futuro da estética está na segurança, na ciência e na responsabilidade profissional.

Gerar renda é legítimo.
Mas gerar renda sem colocar vidas em risco é obrigatório.

Informar é um dever.
Educar é um compromisso.
E profissionalizar é o caminho.

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Mais um motoboy morto: a violência que mata trabalhadores e desafia o Estado


@evandrobrasil.oficial

Violência: Não dá mais para fingir normalidade. O Rio de Janeiro está refém de ladrõezinhos armados que não respeitam a vida, não respeitam o trabalho e não respeitam absolutamente nada. Eles roubam, atiram e matam com uma frieza assustadora, como se a vida humana não tivesse valor algum.

Desta vez, a vítima foi mais um trabalhador. Paulo Vitor de Souza Lopes, entregador de apenas 22 anos, foi morto a tiros na noite deste domingo (25), em Senador Vasconcelos, enquanto fazia o que milhões de brasileiros fazem todos os dias: trabalhar para sobreviver. Ele chegava para realizar uma entrega na Avenida Cesário de Melo quando foi atacado por criminosos. Em menos de uma semana, este é o segundo motoboy assassinado na cidade enquanto trabalhava. Isso não é coincidência. É falência da segurança pública.

Esses criminosos não merecem benefícios, desculpas sociológicas vazias ou o olhar complacente do Estado. Quem mata trabalhador em serviço, quem atira mesmo sem reação da vítima, não está à margem da sociedade — está em guerra contra ela. E guerra se enfrenta com estratégia, inteligência e ação firme.

E aqui vai uma crítica direta: falta estratégia tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil para combater esse tipo específico de crime. Falta policiamento ostensivo onde esses ataques se repetem. Falta investigação rápida, integração entre as forças, inteligência territorial e resposta imediata. O crime se repete nos mesmos horários, nos mesmos bairros, com o mesmo perfil de vítimas. E nada muda.

Não podemos nos calar. O silêncio só fortalece esses tralhas que se escondem atrás de uma arma para tirar a vida de quem está trabalhando honestamente. A sociedade precisa reagir, cobrar e exigir resultados. E sim, as famílias desses criminosos talvez sejam as únicas capazes de exercer alguma influência para que esses vermes entendam, ao menos, o mínimo: o direito à vida é sagrado.

O que está acontecendo é inaceitável. Motoboys, entregadores, trabalhadores estão sendo caçados. Se o Estado não agir com firmeza e inteligência, essa conta continuará sendo paga com sangue inocente. E isso a sociedade não pode — e não deve — aceitar.

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Canetas Emagrecedoras: O Que São, Por Que Viralizaram e Por Que no Brasil a Cautela Fala Mais Alto


@evandrobrasil.oficial

Saúde: Nos últimos anos, um termo começou a aparecer em conversas de saúde, redes sociais e até em mensagens de conhecidos: as chamadas “canetas emagrecedoras”. Não é raro ver vídeos de influenciadores falando sobre emagrecimento rápido com esse tipo de produto — promessas que, à primeira vista, parecem um atalho para um corpo mais magro. Mas, como um profundo estudioso no campo da biomedicina, sei que a realidade é mais complexa, e é nossa responsabilidade olhar para a ciência, os riscos e a ética por trás desse fenômeno.



O Que São Essas Canetas? — Uma Base Científica

O nome “caneta emagrecedora” tem sido usado popularmente para descrever produtos que alegam promover perda de peso via injeções ou doses semelhantes a dispositivos tipo caneta. Muitos deles se referem aos agonistas do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), como semaglutida, liraglutida e tirzepatida — medicamentos originalmente estudados e usados no tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, obesidade com supervisão médica. Esses medicamentos atuam mimetizando um hormônio natural que reduz o apetite e retarda o esvaziamento gástrico, ajudando na perda de peso quando parte de um plano terapêutico mais amplo. Vários ensaios clínicos e revisões sistemáticas já demonstraram que esse tipo de substância é eficaz para promover perda de peso significativa quando usado corretamente e sob supervisão médica. 



Por Que Elas Se Tornaram Tão Populares?

O fenômeno global das “canetas emagrecedoras” tem pelo menos dois grandes pilares:

1. Resultados Visíveis e Desejo por Soluções Rápidas – Estudos clínicos mostram que agonistas de GLP-1 podem levar a uma redução significativa de peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso quando usados de forma controlada, o que abre espaço para expectativas de emagrecimento rápido. 

2. Exposição nas Redes Sociais – Influenciadores e vídeos nas plataformas sociais tendem a reforçar resultados visuais e testemunhos pessoais, muitas vezes sem explicar que esses medicamentos só devem ser usados com prescrição e acompanhamento médico. Esse marketing informal cria uma percepção de facilidade e segurança que nem sempre condiz com a realidade científica.

É essa combinação de expectativa por resultados rápidos + publicidade informal que impulsionou a procura por esses produtos.



Por Que Estão Proibidas no Brasil?

Aqui entra a parte essencial que todo leitor do meu blog precisa entender: muitas das canetas emagrecedoras que circulam no Brasil são produtos sem registro sanitário na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — ou seja, não passaram por avaliação de qualidade, segurança e eficácia que medicamentos licenciados devem ter. 

Isso inclui produtos comercializados sem receita médica, frequentemente vendidos pela internet ou trazidos de outros países sem controle algum, muitas vezes chamados de marcas como Synedica, TG ou até “canetas do Paraguai”. 

A Anvisa proibiu a fabricação, importação, comercialização e propaganda desses produtos justamente porque:

✓ Eles não têm garantia de composição correta nem de pureza;

✓ Não há estudos regulatórios sobre seus efeitos no corpo humano;

✓ Podem conter substâncias perigosas ou em doses inseguras;

✓ Colocar esses produtos no mercado sem avaliação é crime sanitário. 

Relatos de internações e efeitos adversos decorrentes do uso de produtos assim têm sido associados à falta de supervisão médica e à compra de canetas sem origem comprovada, o que reforça os riscos dessa prática. 

"A mulher de 42 anos que foi internada em um hospital de Belo Horizonte em estado grave devido a complicações relacionadas ao uso de uma "caneta emagrecedora" vendida de forma ilegal, foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré, segundo divulgado hoje por sua filha." (Portal UOL).



Interesse da Biomedicina Nesse Tema

Para nós que estudamos no campo da biomedicina, esse assunto não é apenas uma moda passageira: ele toca em aspectos centrais da nossa prática e ética profissional:

✓ Farmacologia Translacional: entender como moléculas como semaglutida agem no organismo e quais são as implicações reais para obesidade ou diabetes.

✓ Riscos de segurança e farmacovigilância: monitorar efeitos adversos, interações medicamentosas e consequências do uso fora de indicação comprovada.

✓ Educação em Saúde: combater desinformação sobre medicamentos, sobretudo quando promovidos em canais sem credibilidade científica.

✓ Direito sanitário e políticas públicas de saúde: discutir como regular e controlar a presença de produtos que podem afetar milhões de pessoas deve ser uma prioridade para proteger a população.

Ou seja, as “canetas emagrecedoras” não são apenas um modismo: elas revelam desafios que a biomedicina enfrenta em uma era dominada pela internet, pelas expectativas de soluções rápidas e pela circulação de produtos fora dos canais regulados.

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Sustentabilidade no dia a dia: escolhas urbanas que revelam quem somos


@evandrobrasil.oficial

Preservação Ambiental: Eu moro, circulo e vivo na cidade. E é justamente por estar imerso no ambiente urbano que aprendi, na prática, que sustentabilidade não é um conceito distante, nem um discurso bonito para eventos internacionais. Sustentabilidade é decisão cotidiana. É escolha consciente. É atitude política, social e econômica que começa dentro de casa e se reflete no coletivo.

Na vida urbana, tudo acontece rápido: o consumo é imediato, o descarte é invisibilizado e a responsabilidade quase sempre é terceirizada. Compramos, usamos e jogamos fora sem refletir sobre a origem dos produtos, o impacto ambiental da produção ou o destino final dos resíduos. Esse modelo não é sustentável — e insistir nele é assumir, mesmo que indiretamente, a continuidade de um sistema que adoece o planeta e aprofunda desigualdades sociais.

Quando falo de sustentabilidade no dia a dia, falo de práticas simples, porém poderosas. Separar corretamente o lixo, reduzir o uso de plástico, optar por produtos duráveis, economizar água e energia, repensar a mobilidade urbana e valorizar o comércio local não são atos isolados. São gestos que, somados, constroem uma cultura de responsabilidade ambiental e cidadania.

Mas é preciso ir além do comportamento individual. Ser sustentável na cidade também é ser crítico. É questionar políticas públicas ineficientes, a ausência de coleta seletiva, a falta de incentivo ao transporte coletivo de qualidade, o abandono de áreas verdes e a lógica urbana que privilegia o lucro em detrimento da vida. Sustentabilidade sem justiça social é discurso vazio. Não existe cidade sustentável com desigualdade extrema, moradia precária e saneamento básico insuficiente.

Eu acredito que a educação ambiental precisa sair dos livros e entrar na rotina das pessoas. Precisamos ensinar — e aprender — que sustentabilidade não é sacrifício, é inteligência coletiva. Uma cidade sustentável é mais saudável, mais econômica, mais humana. E isso começa quando cada cidadão entende que seu papel não é pequeno demais para fazer diferença.

No cotidiano urbano, ser sustentável é assumir uma postura ativa diante do mundo. É entender que o futuro não será construído apenas por grandes decisões globais, mas por milhões de pequenas escolhas diárias. Escolhas que revelam quem somos, o que valorizamos e que tipo de cidade queremos deixar para as próximas gerações.

Sustentabilidade, para mim, é compromisso com a vida — hoje e amanhã.

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Quando roubar vira prazer em matar, a sociedade está em colapso

 


@evandrobrasil.oficial

Violência: Eu escrevo este texto com revolta, tristeza e um sentimento profundo de indignação. O Rio de Janeiro está sendo aterrorizado por jovens ladrões que já não se contentam em roubar. Eles parecem ter prazer em apertar o gatilho, em tirar vidas, em transformar famílias inteiras em vítimas eternas da violência.

Esta semana, o pagode perdeu mais um talento. O cantor Leonardo Pereira Afonso de Souza, o Leozinho, de apenas 38 anos, foi morto covardemente durante um assalto no Cachambi. Mais uma vida interrompida, mais um sonho enterrado, mais uma família destruída. E para quê? Para nada. Para o puro desprezo pela vida humana.

"O artista, que foi atingido por três disparos na região do abdômen, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. Amigos ainda chegaram a iniciar, nas redes sociais, uma campanha de doação de sangue, mas a vítima morreu horas depois de ser socorrida." (Jornal O Dia)

Dias antes, em Vista Alegre, um motoboy de 52 anos também foi assassinado. Ele fez tudo o que mandaram: entregou seus pertences, a moto, as chaves. Mesmo assim, tentou correr — talvez por instinto, talvez por medo — e foi morto a tiros. Os criminosos nem levaram nada. Atiraram para matar e foram embora. Isso não é roubo. Isso é barbárie.

"Imagens de câmeras de segurança instaladas na via registraram o momento em que dois homens armados, em uma segunda motocicleta, se aproximam e anunciam o assalto." (CNN)

O que estamos vivendo é desumano, inaceitável e inconcebível. Quando alguém mata mesmo após a vítima se render, não estamos falando de crime comum, estamos falando de uma completa falência moral. São pessoas que não reconhecem limites, não respeitam a vida e não têm qualquer temor da lei.

"Uma mulher foi baleada durante um assalto em Vila Valqueire, Zona Oeste do Rio (...). O criminoso atirou em Melissa Cristina Gouveia, de 45 anos, porque ela não tinha um modelo de iPhone que ele queria, segundo testemunhas." (G1)

E é aqui que eu faço um apelo direto às autoridades. A resposta do Estado precisa ser enérgica, firme e imediata. Não dá mais para tratar essa escalada de violência com discursos vazios, estatísticas frias ou promessas que nunca saem do papel. A população está refém, acuada, com medo de sair de casa para trabalhar, estudar ou simplesmente viver.

Essa vagabundagem precisa entender que tudo tem limite. E esse limite foi ultrapassado há muito tempo. A sociedade não aceita mais ver trabalhadores, artistas, pais de família e cidadãos honestos sendo executados em plena rua como se não valessem nada.

Respeitar a vida é o mínimo. Quando isso deixa de existir, o Estado tem o dever de agir com rigor, dentro da lei, mas com força. Porque o que está em jogo não é ideologia, não é política partidária — é o direito básico de continuar vivo.

O Rio de Janeiro não pode normalizar a morte. Eu não aceito. E acredito que a maioria da população também não aceita.

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Dingos: quem são, por que existem e o que precisamos entender após ataques registrados na Austrália


Por Evandro Brasil | @evandrobrasil.oficial

Biologia: Escrevo este texto movido pela necessidade de informar com clareza. Recentemente, me deparei com notícias sobre a morte de uma jovem de 19 anos na Austrália, ela teria sido vítima de afogamento na praia e posteriormente devorada em um ataque de dingos. Diante disso, senti que era importante explicar, de forma didática e responsável, quem são esses animais, qual é o papel deles na natureza e por que episódios trágicos, embora raros, acontecem.

Meu objetivo aqui não é causar alarme, mas garantir que o leitor compreenda o contexto biológico, ambiental e social que envolve os dingos.



O que são os dingos?

Os dingos são cães selvagens nativos da Austrália, reconhecidos cientificamente como "Canis lupus dingo". Eles não são lobos e também não são cães domésticos, embora compartilhem um ancestral comum com ambos.

Acredita-se que os dingos tenham chegado ao continente australiano há cerca de 3.500 a 5.000 anos, trazidos por populações humanas do sudeste asiático. Desde então, passaram a viver de forma totalmente selvagem, adaptando-se aos mais diversos ambientes, como desertos, florestas, savanas e regiões costeiras.

"A Austrália tem duas populações principais de dingos, uma no leste e outra no oeste. A análise de DNA mostrou que os grupos se separaram há, pelo menos, 3000 anos, e que evoluíram a partir de um lobo ancestral comum. (Super Interessante - Abril)"



Principais características dos dingos

De forma simples, posso destacar que os dingos:

✓ Têm porte médio, corpo ágil e musculoso

✓ Pesam entre 13 e 20 quilos

✓ Possuem pelagem geralmente amarelada, areia ou avermelhada

✓ Vivem em grupos familiares ou de forma solitária

✓ Uivam mais do que latem, diferentemente dos cães domésticos

✓ Eles são animais extremamente inteligentes, cautelosos e com forte instinto de sobrevivência.



Quantos dingos existem hoje?

Estudos recentes indicam que existam entre 3 mil e 18 mil dingos considerados geneticamente “puros” na Austrália. No entanto, quando incluímos os híbridos (cruzamentos com cães domésticos), esse número pode ultrapassar 200 mil indivíduos.

A hibridização é, hoje, uma das maiores ameaças à preservação do dingo como espécie distinta.



A importância dos dingos para o equilíbrio ambiental

Faço questão de destacar um ponto essencial: os dingos desempenham um papel fundamental no equilíbrio ecológico australiano.

Eles atuam como predadores de topo, controlando populações de:

✓ Cangurus

✓ Coelhos (espécie invasora)

✓ Raposas e gatos selvagens

Pesquisas mostram que regiões onde os dingos foram eliminados apresentaram aumento descontrolado de espécies invasoras, prejudicando a biodiversidade local.



Ataques a humanos: raros, mas possíveis

É importante ser honesto com você sobre essa polêmica.

Ataques de dingos a humanos são extremamente raros, especialmente os fatais. No entanto, eles podem acontecer, principalmente quando:

✓ Os animais se habituam à presença humana

✓ Há oferta de alimento por turistas

✓ Ocorre perda do medo natural do ser humano

✓ Pessoas caminham sozinhas ou à noite em áreas isoladas

Autoridades australianas alertam que alimentar dingos é uma das principais causas de comportamento agressivo, pois altera completamente sua relação com as pessoas.



Dingos não são monstros — são animais selvagens

Faço questão de afirmar isso com clareza: os dingos não são vilões, nem agem por crueldade. Eles seguem instintos naturais, como qualquer animal selvagem.

Tragédias como essa não devem ser usadas para justificar extermínios indiscriminados, mas sim para reforçar:

✓ Educação ambiental

✓ Fiscalização em áreas turísticas

✓ Políticas públicas de conservação e segurança.


Este texto é para que o leitor compreenda que informação salva vidas — humanas e animais.

Entender quem são os dingos, respeitar seu território e seguir orientações das autoridades é fundamental para evitar novos episódios trágicos.

A natureza não é um parque de diversões. Ela exige respeito, conhecimento e responsabilidade.

Se ignorarmos isso, continuaremos repetindo erros que custam caro demais.

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Podologia no SUS: Cuidar dos Pés é Cuidar da Saúde Pública

Por Evandro Brasil 

Saúde Pública: Ao longo das minhas pesquisas e da minha vivência acompanhando de perto a realidade da saúde no Brasil, cheguei a uma convicção clara: a podologia ainda é subestimada, apesar de seu enorme impacto na qualidade de vida da população e nos custos do sistema público de saúde. Falar de pés é falar de mobilidade, autonomia, prevenção de doenças e dignidade — especialmente para idosos, pessoas com deficiência e pacientes crônicos.

A podologia é a área da saúde dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento das afecções dos pés. Isso inclui problemas comuns, como calosidades, unhas encravadas e micoses, mas também condições mais graves, como úlceras, infecções e complicações associadas ao diabetes. Não se trata de estética, mas de saúde funcional e preventiva.

Nas minhas pesquisas, um dado sempre me chama atenção: segundo estimativas do Ministério da Saúde e de sociedades médicas, cerca de 20% a 25% das pessoas com diabetes desenvolverão alguma lesão nos pés ao longo da vida. O chamado “pé diabético” é uma das principais causas de amputações não traumáticas no Brasil. Estima-se que mais de 70% dessas amputações poderiam ser evitadas com acompanhamento preventivo adequado — e a podologia pode ajudar a minimizar essas ocorrências. 

O Brasil possui hoje mais de 16 milhões de pessoas com diabetes, além de uma população que envelhece rapidamente. O IBGE aponta que, até 2030, o número de idosos superará o de crianças no país. Idosos apresentam maior incidência de problemas circulatórios, alterações nas unhas, perda de sensibilidade e dificuldades de locomoção. Ignorar o cuidado podológico nesse contexto é, na prática, aceitar mais quedas, infecções, internações e afastamentos da vida social.

A inserção efetiva da podologia no SUS traria benefícios diretos e mensuráveis. Do ponto de vista econômico, a prevenção custa muito menos que o tratamento de complicações. Uma amputação gera custos hospitalares elevados, reabilitação prolongada e, muitas vezes, aposentadoria precoce por invalidez. Do ponto de vista social, o acompanhamento podológico regular reduz dor, infecções, limitações físicas e melhora significativamente a autonomia dos pacientes.

Minha experiência acompanhando projetos de saúde pública e ações comunitárias reforça algo essencial: prevenir é mais barato, mais humano e mais eficiente. Quando o SUS atua apenas de forma reativa, ele paga a conta mais alta — financeira e social. A podologia, integrada às equipes multiprofissionais da atenção básica, poderia atuar na triagem de riscos, no acompanhamento contínuo e na educação em saúde, orientando a população sobre cuidados simples que evitam problemas graves.

Defendo, com base em dados, prática e convicção pessoal, que a podologia deve ser vista como política pública estratégica, especialmente na atenção primária. Investir nesse cuidado é investir em mobilidade, envelhecimento saudável, redução de amputações e melhor uso dos recursos públicos.

Cuidar dos pés não é detalhe. É base. E saúde pública de verdade começa exatamente onde o corpo toca o chão.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Um Conflito Nuclear no Mundo Pode Afetar o Brasil? A Resposta é Sim — e Mais do que Imaginamos


Por Evandro Brasil 

Conflito: Quando se fala em conflito mundial e no possível uso de armas nucleares, muitos brasileiros acreditam que isso seria um problema distante, restrito à Ásia, à Europa ou à América do Norte. Mas essa é uma ilusão perigosa. Em um mundo globalizado, nenhuma nação permanece isolada das consequências de uma guerra dessa magnitude, nem mesmo o Brasil.

Mesmo que uma bomba nuclear jamais caia em solo brasileiro, os impactos econômicos, sociais, climáticos e políticos chegariam até nós de forma rápida e intensa.


O Brasil não é alvo, mas não está imune

É importante deixar claro: o Brasil não é um alvo nuclear estratégico. Não possui armas nucleares, não abriga bases militares estrangeiras com esse tipo de armamento e mantém uma tradição diplomática baseada no diálogo. Isso reduz drasticamente o risco de um ataque direto.

Porém, um conflito nuclear não se limita ao ponto da explosão. Ele rompe cadeias globais, desorganiza mercados e gera efeitos em cascata que atravessam continentes.


O primeiro impacto seria econômico — e imediato

O choque inicial seria sentido na economia mundial. Bolsas despencariam, moedas perderiam valor e o comércio internacional sofreria interrupções severas.

No Brasil, isso se traduziria em:

Aumento do preço dos combustíveis

Alta da inflação

Encarecimento de alimentos e produtos básicos

Redução de exportações e desaceleração econômica

O custo de vida subiria rapidamente, afetando principalmente as famílias mais pobres.


Segurança alimentar: um risco real

Embora o Brasil seja um dos maiores produtores de alimentos do mundo, nossa agricultura depende fortemente de fertilizantes importados, muitos vindos de regiões geopolíticas sensíveis.

Um conflito global poderia:

Dificultar a importação de insumos agrícolas

Elevar o preço da produção

Reduzir a oferta de alimentos no mercado interno

O resultado seria simples e cruel: comida mais cara na mesa do brasileiro.


Consequências climáticas também chegariam até aqui

Em cenários mais graves, com múltiplas explosões nucleares, partículas lançadas na atmosfera poderiam reduzir a incidência de luz solar no planeta. Isso provocaria alterações climáticas globais.

No Brasil, poderíamos enfrentar:

Mudanças no regime de chuvas

Impactos na agricultura

Prejuízos à geração de energia hidrelétrica

Ou seja, até mesmo o nosso clima tropical sentiria os efeitos de decisões tomadas a milhares de quilômetros de distância.


Pressão política e diplomática

Um conflito dessa natureza colocaria o Brasil sob forte pressão internacional. O país seria cobrado a se posicionar em fóruns como a ONU e o G20, enfrentando dilemas entre neutralidade, alinhamento e defesa de interesses econômicos.

Ao mesmo tempo, o Brasil poderia exercer um papel importante como mediador diplomático, algo coerente com sua história e tradição internacional.


Crise humanitária e impacto social

Guerras nucleares não geram apenas destruição material, mas também ondas de refugiados, crises humanitárias e traumas psicológicos coletivos.

Mesmo à distância, o medo, a insegurança e a instabilidade social se espalhariam, afetando a saúde mental da população e pressionando políticas públicas.


A grande lição: o perigo não está só na bomba

O maior risco para o Brasil não é a explosão nuclear em si, mas o colapso do sistema global que sustenta nossa economia, nosso abastecimento e nossa estabilidade social.

Em um mundo interligado, guerras deixam de ser locais. Elas se tornam globais em seus efeitos, mesmo quando não o são em seus campos de batalha.

Por isso, discutir paz, diplomacia e responsabilidade internacional não é um luxo ideológico — é uma questão de sobrevivência coletiva.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Forças Armadas: Entre Privilégios, Orçamento Inflado e a Urgência de Defender o Brasil — Não Projetos de Poder

O Brasil destina mais de 120 bilhões de reais ao orçamento da defesa. Foto de reprodução Gov Br

Por Evandro Brasil 

Forças Armadas: Escrevo este texto como cidadão, como brasileiro e como alguém que acompanha com atenção os números do orçamento das Forças Armadas. Não dá mais para fingir que está tudo bem. Os dados são claros: o Brasil destina mais de R$ 120 bilhões por ano à Defesa, mas quase 80% desse valor vai para pagamento de pessoal, sobretudo para oficiais superiores e benefícios inflados por regras que foram preservadas — e até fortalecidas — nas reformas trabalhista e da Previdência.

Quando se fala em reforma trabalhista e previdenciária, o discurso oficial sempre foi de sacrifício coletivo. O trabalhador comum perdeu direitos, o aposentado teve regras endurecidas, o povo sentiu no bolso. Mas, no caso das Forças Armadas, o que vimos foi outra realidade: ajustes que pouco tocaram os altos escalões e que mantiveram privilégios históricos, criando um desequilíbrio injustificável dentro do próprio Estado brasileiro.

Isso precisa ser revisto com coragem e responsabilidade. Não se trata de atacar as Forças Armadas, muito menos desvalorizar quem cumpre sua missão com seriedade. Pelo contrário. Defender a revisão dessas regras é defender um modelo de Forças Armadas modernas, eficientes e alinhadas aos interesses do povo brasileiro — e não de castas internas.

O Brasil não precisa de Forças Armadas caras e tecnologicamente defasadas. Precisa de Forças Armadas fortes, bem equipadas, com investimento pesado em tecnologia, inteligência, ciberdefesa, monitoramento de fronteiras, proteção da Amazônia, do nosso litoral e das nossas riquezas estratégicas. Defesa nacional se faz com satélites, drones, sistemas integrados, pesquisa científica e indústria nacional forte — não com folhas de pagamento inchadas.

Além disso, é impossível ignorar o dano institucional causado pelo envolvimento de setores militares com o golpismo nos últimos anos. As Forças Armadas existem para defender a Constituição, o território e o povo brasileiro — não projetos autoritários, aventuras políticas ou ataques à democracia. Cada centavo do orçamento público precisa estar comprometido com a legalidade, a soberania nacional e a paz social.

Rever a reforma da Previdência no que diz respeito aos benefícios dos oficiais superiores não é revanchismo. É justiça fiscal, é responsabilidade com o dinheiro público e é visão de futuro. Redirecionar recursos para investimento, inovação e defesa real do país é o caminho para resgatar a credibilidade das instituições militares e fortalecer o Brasil.

Como cidadão, sigo defendendo um país onde o sacrifício seja compartilhado, onde privilégios sejam enfrentados e onde nossas Forças Armadas estejam a serviço da nação — e não acima dela. Defesa nacional se constrói com democracia, tecnologia e compromisso com o povo.

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domingo, 4 de janeiro de 2026

Quando a “democracia” vira pretexto: minha indignação diante da escalada ilegal dos EUA contra a Venezuela


Por Evandro Brasil 

Escrevo este texto movido por indignação, repulsa e profunda preocupação com os rumos que a política internacional parece estar tomando. As ações atribuídas ao governo Donald Trump contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro — denunciadas por veículos da imprensa, entre eles o jornal O Folhão — representam, a meu ver, um ataque frontal ao direito internacional e à própria ideia de soberania entre as nações.

Segundo reportagens recentes, Trump teria autorizado operações militares com o objetivo de capturar Maduro e o acusou publicamente de envolvimento com o narcotráfico sem a apresentação de provas concretas. Ainda que se discuta, há anos, a natureza autoritária do governo venezuelano, nada — absolutamente nada — autoriza um país a agir como polícia do mundo, sequestrando chefes de Estado e atropelando tratados internacionais, a Carta da ONU e o princípio básico da autodeterminação dos povos.

Essa escalada abre um precedente perigosíssimo. Se hoje os Estados Unidos se julgam no direito de agir dessa forma contra a Venezuela, amanhã qualquer potência poderá usar acusações políticas ou morais para justificar intervenções, prisões e mudanças de regime à força. O resultado é a erosão completa das regras que, com muito custo, tentam evitar guerras globais.

O mais grave é perceber que até grupos venezuelanos contrários a Maduro já admitem que foram usados. A narrativa da “liberdade” e da “democracia” começa a ruir quando se observa o que realmente está em jogo. As riquezas minerais da Venezuela — petróleo, gás e outros recursos estratégicos — parecem pesar muito mais nas decisões de Washington do que qualquer preocupação genuína com direitos humanos. Essa leitura também aparece em análises publicadas por outros jornais internacionais e portais de política global, que questionam as motivações reais da Casa Branca.

A Organização das Nações Unidas, conforme destacado pelo O Folhão e por correspondentes internacionais, vê com extrema cautela — quando não com reprovação — as opções adotadas pelos EUA. As deliberações na ONU reforçam que não há respaldo legal para ações unilaterais desse tipo, salvo em casos muito específicos de legítima defesa, o que claramente não foi demonstrado.

Não se trata aqui de defender Maduro ou seu governo. Trata-se de defender algo maior: o respeito às regras internacionais, à soberania dos países e à verdade. Quando acusações sem provas viram justificativa para ações militares, todos nós estamos em risco.

Repudio esse tipo de política externa baseada na força, na mentira e na cobiça. O mundo não pode aceitar que a lei do mais forte se imponha sobre o diálogo, a diplomacia e o direito. Se aceitarmos isso em silêncio, amanhã pode ser qualquer outro país — inclusive o nosso — no banco dos réus da geopolítica.

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Hamlet e o Luto de um Pai: A Dor que Transformou Shakespeare em Eternidade

@evandrobrasil.oficial Arte:  Ao estudar a trajetória de William Shakespeare, é impossível ignorar um episódio que, ao meu ver, ajuda a comp...