sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Aposentadoria Especial Já: Vigilantes Arriscam a Vida Todos os Dias e Merecem Justiça Social



@evandrobrasil.oficial

Direitos Trabalhistas: Eu escrevo este texto em defesa direta e sem rodeios dos vigilantes do Brasil. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias sem a garantia de voltar, expostos à violência, à pressão psicológica e ao risco permanente à própria vida — e que, mesmo assim, seguem sendo tratados com descaso quando o assunto é aposentadoria especial.

A atividade de vigilante não é comum, não é neutra e não é segura. Ela é, por natureza, uma profissão de risco. Quem vigia bancos, hospitais, escolas, empresas, condomínios e espaços públicos está na linha de frente da violência urbana. E isso precisa ser reconhecido na lei e na prática.



O centro do debate: risco à vida não pode ser ignorado

Hoje, duas grandes frentes concentram essa luta:

- O julgamento do Tema 1209 no Supremo Tribunal Federal, que discute se o risco permanente à integridade física do vigilante é suficiente para garantir o direito à aposentadoria especial.

- A tramitação do Projeto de Lei Complementar que trata da aposentadoria especial, muitas vezes citado como PL 1209, que busca corrigir injustiças agravadas após a Reforma da Previdência.

O que está em jogo, aqui,  não é privilégio. É justiça.



A Reforma da Previdência penalizou quem mais se arrisca

Após a Reforma, o vigilante passou a enfrentar:

✓ Exigência de idade mínima, mesmo após décadas em atividade de risco;

✓ Dificuldade extrema para comprovar a especialidade da função;

✓ Indeferimentos automáticos no INSS, empurrando o trabalhador para longas batalhas judiciais.

Enquanto isso, o risco continua o mesmo — ou maior. A violência aumentou, o crime se sofisticou, e o vigilante segue sendo o primeiro alvo.



As pressões invisíveis que adoecem a categoria

Além do risco físico, há pressões constantes que pouco se falam:

✓ Jornadas extensas e escalas, muitas vezes, desumanas;

✓ Salários muitas vezes incompatíveis com o risco;

✓ Falta de apoio psicológico;

✓ Terceirizações precárias;

✓ Medo constante de assaltos, represálias e mortes.

Isso adoece. Isso desgasta. Isso encurta vidas.

Negar aposentadoria especial a quem vive sob esse cenário é institucionalizar a injustiça social.



Vigilantes não estão sozinhos — e não podem lutar sozinhos

É aqui que faço um chamado direto aos sindicatos da categoria:

É hora de intensificar a mobilização, pressionar o Congresso, acompanhar de perto o julgamento no STF e dialogar com a sociedade.

A luta previdenciária não é apenas jurídica. Ela é política, social e moral.

Precisamos:

✓ Mobilizar bases;

✓ Informar a sociedade;

✓ Unificar discursos;

✓ Mostrar que vigilante não é “serviço comum”, é atividade de risco permanente.



Um apelo à sociedade brasileira

A sociedade precisa entender algo simples:

Quem protege patrimônios e vidas também precisa ser protegido.

Reconhecer a aposentadoria especial dos vigilantes é reconhecer que o trabalho tem valor, que a vida importa e que o Estado não pode fechar os olhos para a realidade concreta das ruas.



Conclusão: aposentadoria especial é respeito

Eu acredito que o julgamento do Tema 1209 e o avanço do projeto de lei podem marcar um divisor de águas para a categoria. Mas isso só acontecerá com pressão social, sindical e política.


Aos vigilantes, deixo uma mensagem clara:

direitos não caem do céu — são conquistados com luta, união e informação.

Seguirei ao lado dessa categoria, defendendo, informando e cobrando.

Porque quem vive sob risco merece, no mínimo, dignidade ao final da jornada.


Aposentadoria especial já! Justiça para os vigilantes.


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