domingo, 26 de outubro de 2025

O TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO NAS ATIVIDADES DE LOGÍSTICA

Foto de Arquivo: ilustra a importância da Segurança do Trabalho nas operações logística.

Análise técnica das atribuições, responsabilidades e observância às normas regulamentadoras

Por Evandro Brasil 


Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar o papel do técnico em segurança do trabalho no setor logístico, destacando suas atribuições, competências e a importância da aplicação das Normas Regulamentadoras (NRs) vigentes. A logística envolve uma série de processos operacionais que apresentam riscos ocupacionais significativos, desde o armazenamento e a movimentação de cargas até o transporte e a distribuição. A atuação do técnico é essencial para garantir a integridade física dos trabalhadores, o cumprimento da legislação trabalhista e a manutenção de um ambiente laboral seguro e produtivo.


1. Introdução

As atividades logísticas são indispensáveis ao desenvolvimento econômico e industrial, porém, apresentam riscos consideráveis à saúde e à segurança dos trabalhadores. A movimentação de materiais, o manuseio de equipamentos pesados e o transporte de cargas demandam planejamento, treinamento e controle técnico rigoroso. Nesse contexto, o técnico em segurança do trabalho atua de forma preventiva, orientando, fiscalizando e promovendo ações que visam à mitigação de acidentes e doenças ocupacionais, em conformidade com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego.


2. Atribuições do Técnico em Segurança do Trabalho

O profissional é responsável por identificar, avaliar e controlar os riscos ambientais existentes nas operações logísticas. Suas funções incluem:

Elaborar e implementar programas de prevenção de riscos, como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT);

Promover a capacitação contínua dos trabalhadores quanto ao uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs);

Garantir a adequação das operações de movimentação, armazenagem e transporte às NR 11 (Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais) e NR 12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos).

Essas ações reduzem significativamente os índices de acidentes e melhoram o desempenho operacional das empresas.


3. Segurança nas Operações Logísticas

As operações logísticas envolvem múltiplos riscos: quedas de altura, atropelamentos por empilhadeiras, esmagamentos, choques elétricos e esforços repetitivos. O técnico em segurança deve:

Realizar inspeções periódicas de segurança em armazéns e pátios de carga;

Aplicar medidas de ergonomia (NR 17), visando prevenir lesões osteomusculares;

Monitorar as condições de manutenção de veículos e equipamentos;

Implementar sistemas de sinalização e controle de tráfego interno;

Supervisionar o carregamento e descarregamento, assegurando que as cargas estejam devidamente fixadas e equilibradas.


4. Treinamento e Conscientização dos Trabalhadores

A formação continuada é um dos pilares da segurança. O técnico deve ministrar treinamentos regulares sobre comportamento seguro, prevenção de incêndios (NR 23) e atendimento a emergências. As campanhas educativas e os Diálogos Diários de Segurança (DDS) reforçam a cultura de prevenção e reduzem a reincidência de condutas inseguras.


5. Cumprimento Legal e Responsabilidade Técnica

O não cumprimento das normas de segurança pode resultar em autuações, interdições e responsabilização civil e penal. Assim, o técnico em segurança do trabalho deve manter registros técnicos, relatórios de inspeção e laudos atualizados, garantindo conformidade com as exigências legais e auditorias de órgãos fiscalizadores.


6. Considerações Finais

A atuação do técnico em segurança do trabalho na logística é estratégica para o funcionamento sustentável das empresas. Além de assegurar a integridade dos trabalhadores, contribui para a redução de custos com afastamentos, indenizações e danos materiais. O cumprimento das normas regulamentadoras e a implementação de uma cultura organizacional voltada à segurança fortalecem a imagem institucional e aumentam a produtividade.



Referências Bibliográficas (ABNT NBR 6023:2018)

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Brasília: MTE, 2019.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Brasília: MTE, 2020.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 17 – Ergonomia. Brasília: MTE, 2021.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 23 – Proteção Contra Incêndios. Brasília: MTE, 2019.

BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Brasília: Diário Oficial da União, 1943.

COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia Aplicada ao Trabalho: O Manual Técnico da Empresa Moderna. 4. ed. Belo Horizonte: Ergo, 2020.

SANTOS, J. P. dos; BARBOSA, M. R. Segurança do Trabalho: Fundamentos, Legislação e Práticas Preventivas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2021.



Palavra do autor 

Escrever sobre a importância do técnico em segurança do trabalho nas atividades de logística é, para mim, mais do que uma análise técnica — é um compromisso com a vida, a ética e a valorização do trabalho humano. Ao longo da minha trajetória acadêmica e profissional, tenho presenciado como a segurança do trabalho é um pilar essencial não apenas para o bom desempenho das empresas, mas, sobretudo, para a dignidade e o bem-estar dos trabalhadores que movimentam a economia do país.

A logística moderna, com seus fluxos intensos de transporte, armazenagem e distribuição, exige profissionais preparados, atentos às Normas Regulamentadoras (NRs) e comprometidos com a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Nesse cenário, o técnico em segurança do trabalho assume um papel estratégico: ele é o elo entre a produtividade e a preservação da vida. Sua atuação técnica e preventiva garante que cada processo logístico ocorra de forma segura, sustentável e em conformidade com a legislação vigente.

O estudo aqui apresentado reúne conceitos fundamentais, práticas recomendadas e interpretações normativas atualizadas, buscando oferecer ao leitor — estudante, profissional ou gestor — uma visão ampla e aplicada da segurança na logística. A intenção é promover a consciência crítica, o rigor técnico e o comprometimento ético que devem orientar a atuação de todo profissional da área.

Além da teoria, esta obra valoriza a formação humana e o sentido social da profissão. Acredito que a verdadeira segurança do trabalho nasce da educação, do diálogo e da cooperação entre todos os níveis da organização. Um ambiente seguro é fruto de uma cultura construída diariamente, com respeito, conhecimento e responsabilidade compartilhada.

Espero que este material sirva como fonte de estudo, reflexão e aprimoramento técnico. Que ele inspire novos profissionais a compreenderem que, antes de qualquer norma ou equipamento, a segurança é um valor humano inegociável.

Se você tem interesse em se tornar um Técnico em Segurança do Trabalho ou quer contratar um profissional habilitado em Segurança do Trabalho, envie um email: evandrobrasil2008@gmail.com.

Com gratidão e compromisso com a educação e a cidadania,


Prof. Evandro Brasil

Especialista em Educação e Saúde

Instituto Evandro Brasil – INEB

Av. Duque de Caxias, 207, sala 114 – Centro – Duque de Caxias/RJ

#Cidadania #Cidadania23 #Ineb #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil


terça-feira, 21 de outubro de 2025

Medo, Dor e Silêncio: Até Quando Viveremos Assim?

 

Polícia, encontra cemitério clandestino no Morro do Jordão região Sudoeste

Por Evandro Brasil 

Policial: Hoje li, com profunda tristeza, a matéria publicada pelo Jornal O Dia sobre a descoberta de um cemitério clandestino utilizado pelo Comando Vermelho no Morro do Jordão, entre o Tanque e a Taquara, no Rio de Janeiro. Policiais civis encontraram ossadas de pelo menos duas pessoas — vítimas de uma realidade cruel, que aprisiona famílias inteiras no medo e no silêncio.

Enquanto lia a notícia, não consegui deixar de pensar nas mães que ainda esperam por um filho desaparecido, nas famílias que vivem entre o desespero e a esperança, e em todos aqueles que perderam o direito de viver em paz. Essa tragédia é mais do que um episódio policial; é o retrato de um Estado ausente e de uma sociedade adoecida pela violência.

Há anos, o Rio de Janeiro convive com a normalização do medo. Acordamos e dormimos ao som de tiros, aprendemos a mapear rotas seguras e a evitar certos horários ou caminhos. Isso não é vida — é sobrevivência. E sobreviver não deveria ser o destino de um povo tão forte, trabalhador e cheio de sonhos.

O que mais me preocupa é o quanto essa situação vem aprisionando as famílias. O medo virou companheiro constante, o luto é cotidiano e o silêncio se tornou uma forma de defesa. A violência não atinge apenas quem morre, mas também quem fica — e carrega para sempre as marcas da ausência, da injustiça e da impotência.

É urgente que a sociedade e as autoridades olhem com sensibilidade para essa realidade. Não podemos aceitar que cemitérios clandestinos existam no coração de nossas comunidades. Não podemos aceitar que vidas sejam descartadas como se não tivessem valor.

Que essa descoberta sirva como um grito de alerta — e não como mais uma manchete esquecida.

Enquanto houver medo, haverá resistência.

Enquanto houver dor, precisamos continuar falando.


#Cidadania #Cidadania23 #Ineb #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil


sábado, 18 de outubro de 2025

Uma ferida aberta na sociedade: o idoso que ainda é escravizado

Foto de Arquivo: mãos de mulher negra, idosa que realiza trabalhos domésticos 

Por Evandro Brasil

Covardia: Ao ler a reportagem, no jornal O Dia, sobre a trabalhadora doméstica de 79 anos resgatada de uma situação análoga à escravidão, em Padre Miguel, senti uma profunda indignação. Em pleno século XXI, ainda presenciamos casos de pessoas idosas vivendo em condições desumanas, privadas de seus direitos mais básicos. E o mais revoltante: essa mulher dedicou mais de 50 anos da sua vida a uma mesma família, sem carteira assinada, sem férias, sem descanso, sem dignidade.

Outubro é o mês do idoso, um período dedicado à valorização, ao respeito e à defesa de quem construiu com suor e sacrifício o caminho que hoje trilhamos. No entanto, diante de situações como essa, precisamos reconhecer que ainda falhamos — como sociedade, como Estado e como seres humanos.

O trabalho análogo à escravidão é uma ferida aberta na nossa história, e quando ele recai sobre um idoso, torna-se ainda mais doloroso. Estamos falando de alguém que, ao invés de receber cuidado e reconhecimento, foi submetido a uma jornada exaustiva, sem folgas, dormindo ao lado da patroa, cuidando de uma pessoa centenária mesmo enfrentando problemas cardíacos e de mobilidade. Isso não é apenas uma violação trabalhista — é uma agressão à dignidade humana.

É urgente que todos nós — cidadãos, instituições e autoridades — nos unamos em defesa dos idosos. Denunciar é um ato de empatia e coragem. O silêncio, ao contrário, é cúmplice da injustiça. Que este caso sirva de alerta e de reflexão: o envelhecimento precisa ser acompanhado de respeito, cuidado e proteção.

A violência contra o idoso, seja física, psicológica, financeira ou moral, é um crime que destrói o tecido social e nos desumaniza. Precisamos agir com firmeza, fortalecer as políticas públicas e criar uma cultura de valorização da terceira idade.

Neste mês do idoso, deixo aqui o meu apelo: respeitar e proteger nossos idosos é respeitar o nosso próprio futuro. Que a voz dessa trabalhadora — silenciada por décadas — ecoe em cada um de nós como um grito por justiça, dignidade e amor ao próximo.


#Cidadania #Cidadania23 #Ineb #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil #MêsDoIdoso #DireitosHumanos #JustiçaSocial #TrabalhoEscravoNuncaMais


Divulgação 




domingo, 12 de outubro de 2025

Os Ventos da Política em Duque de Caxias Estão Mudando

Evandro Brasil fala sobre a cidade de Duque de Caxias 

Por Evandro Brasil 

Duque de Caxias: Nos últimos meses, tenho observado com atenção — e certa preocupação — as movimentações políticas aqui em Duque de Caxias. É impossível não notar a mudança de postura de alguns vereadores que, até pouco tempo atrás, eram defensores fervorosos da família de Washington Reis e hoje se tornaram críticos duros do governo do prefeito Netinho Reis, seu sobrinho.

Essa virada repentina não passa despercebida aos olhos da população. A política caxiense, como um espelho da sociedade, reflete interesses, alianças e rupturas que muitas vezes fogem da compreensão do cidadão comum. O que teria levado tantos antigos aliados a se voltarem contra a atual gestão? Seria descontentamento real com a administração ou apenas o jogo político que se repete a cada novo ciclo eleitoral?

Confesso que esse cenário me preocupa. Quando a política se torna palco de disputas pessoais e trocas de poder, quem perde é sempre o povo — aquele que espera resultados, melhorias, transparência e compromisso com o desenvolvimento da cidade. Duque de Caxias precisa de estabilidade, planejamento e diálogo verdadeiro, não de brigas entre grupos que, ontem, dividiam o mesmo palanque.

Apesar de tudo, mantenho meu otimismo. Acredito que os ventos da política, por mais turbulentos que sejam, podem conduzir nossa cidade a um novo momento — desde que a população participe, questione e cobre coerência de seus representantes. A política só muda quando o povo deixa de ser espectador e passa a ser protagonista.

Duque de Caxias merece mais do que disputas internas. Merece gestores comprometidos, vereadores atuantes e cidadãos conscientes. Que essa crise de lealdades sirva de alerta para todos nós: é hora de repensar o rumo da nossa cidade e exigir uma política feita com propósito e verdade.


#DuqueDeCaxias #PolíticaCaxiense #Cidadania #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil #Cidadania23


quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Proposta do aplicativo Rota Fixa

Foto de: motorista por aplicativo 

Por Evandro Brasil 

Transportes: Confesso que fiquei realmente surpreso quando conheci a proposta do aplicativo de transporte de passageiros Rota Fixa. Em meio a tantos modelos já consolidados no mercado, encontrar um projeto que surge com uma visão diferente e inovadora me chamou muito a atenção.

O que mais me impressionou foi a forma como o aplicativo busca valorizar tanto os passageiros quanto os motoristas. Para os motoristas pioneiros, há uma promoção de lançamento que garante uma mensalidade fixa, sem cobrança de percentual sobre corridas nos primeiros meses. Essa é uma medida que traz previsibilidade financeira, segurança e atratividade para quem deseja iniciar na plataforma.

Já para os passageiros, o Rota Fixa apresenta vantagens como a possibilidade de cadastro rápido, link de indicação para convidar amigos e integração com WhatsApp automatizado, que facilita a comunicação, os atendimentos e até o acompanhamento de informações diretamente pelo aplicativo. Além disso, a plataforma oferece uma área administrativa que garante mais controle, transparência e eficiência na gestão.

Esse conjunto de benefícios mostra que o Rota Fixa chega para se consolidar como uma alternativa justa, moderna e acessível no setor de mobilidade urbana. É uma proposta que pode realmente transformar a forma como pensamos os transportes de passageiros na nossa região.

Estou animado para acompanhar essa jornada e ver de perto os próximos passos desse projeto promissor.

O lançamento oficial será entre os dias 15 e 20 de outubro nas cidades: Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Itaboraí, São Gonçalo e Magé.

#RotaFixa #TransporteInteligente #MobilidadeUrbana #AppDeTransporte #MotoristaParceiro #PassageiroConectado #Inovação #Tecnologia #Cidadania #Cidadania23 #Ineb #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil




sábado, 20 de setembro de 2025

C-390 Millennium e a Alerta de Ciro Gomes: O Futuro da Nossa Tecnologia

Foto de Arquivo: Aeronave KC 390 da Embraer

Por Evandro Brasil 

Hoje li a notícia de que a Embraer anunciou que o cargueiro militar KC-390 passará a ser vendido como C-390 Millennium, após o acordo com a americana Boeing. A joint venture que deve cuidar da comercialização foi batizada de Boeing Embraer – Defense.

Como brasileiro, não posso negar o orgulho que sinto de ver a Embraer ser reconhecida no mundo todo por sua capacidade de inovação. O KC-390 é um símbolo da nossa tecnologia e da competência da indústria nacional. Mas, ao mesmo tempo, não consigo ignorar os riscos que esse acordo representa.

O ex-ministro Ciro Gomes tem alertado que essa aliança com a Boeing é mais um golpe da indústria norte-americana contra a nossa economia. E eu concordo com essa preocupação. Entregar parte da nossa tecnologia para uma potência estrangeira pode significar abrir mão da autonomia conquistada ao longo de décadas. O Brasil corre o risco de perder o controle de um dos seus maiores patrimônios industriais e estratégicos.

Nesse contexto, acredito que o presidente Lula precisa intervir para que o Brasil não entregue de bandeja sua soberania tecnológica. O que está em jogo não é apenas um avião, mas o futuro da nossa capacidade de desenvolver projetos de defesa de forma independente.

O C-390 Millennium tem tudo para ser um sucesso mundial, mas precisamos garantir que esse sucesso não venha acompanhado da perda da nossa autonomia. A Embraer é orgulho nacional, e cabe a nós proteger esse legado.


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Quando o lar deixa de ser seguro: reflexões sobre a violência contra mulheres

Um estudo sobre a violência de gênero , violência doméstica e o feminicidio 

Por Evandro Brasil 

Covardia: Escrever sobre violência de gênero, violência doméstica e feminicídio nunca é simples. Como homem, pai e cidadão, sinto a responsabilidade de dar voz a um problema que não pode mais ser tratado como algo “normal” em nossa sociedade. Recentemente publiquei um artigo, “Violência de gênero, violência doméstica e feminicídio: Uma revisão bibliográfica sobre definições, evolução, prevalência, legislação e prevenção” (Brasil, 2025), que reuniu dados, legislações e reflexões sobre o tema. Mas hoje quero escrever em tom mais pessoal, convidando você, leitor, a refletir comigo.

O que descobri ao mergulhar nesse tema é devastador: a Organização Mundial da Saúde confirma que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física e/ou sexual. Mais chocante ainda é constatar que o lugar mais perigoso para muitas delas não é a rua, mas sim a própria casa, onde deveriam estar protegidas. No Brasil, os números continuam alarmantes — estupros reportados batem recordes, e os feminicídios seguem sendo uma triste realidade diária.

Conversei com especialistas em saúde pública e segurança, e todos apontam para a mesma direção: não existe uma causa única. A violência nasce de uma combinação de desigualdades de gênero, falta de políticas eficazes, silêncio e impunidade. Como me disse uma psicóloga que atua em abrigos: “Cada vez que uma mulher não é ouvida em sua denúncia, reforçamos a sensação de que sua vida não importa.”

Ouvir familiares de vítimas de feminicídio foi ainda mais duro. Uma mãe que perdeu a filha para o ex-companheiro me disse: “Ela pediu ajuda tantas vezes… mas ninguém acreditou no risco que ela corria. Agora, a minha luta é para que outras mães não sintam a mesma dor.” Essas vozes ecoam em minha mente como um lembrete de que estamos falhando como sociedade.

É verdade que avançamos: a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e a Lei 14.188/2021, que criminaliza a violência psicológica, são conquistas importantes. Mas, como bem ressaltam especialistas, leis sem investimento em prevenção, acolhimento e capacitação de profissionais se tornam frágeis. Precisamos de escolas que eduquem para a igualdade, de campanhas permanentes e não apenas sazonais, de serviços de proteção que funcionem de verdade.

Não escrevo este texto apenas como pesquisador, mas como alguém que acredita que transformar essa realidade exige compromisso coletivo. Precisamos falar sobre isso nas casas, nas escolas, nas igrejas, nas empresas, nos parlamentos. O silêncio nunca protegeu ninguém — pelo contrário, ele alimenta a violência.

Concluo este texto com uma certeza: a luta contra a violência de gênero não é apenas das mulheres, mas de todos nós. Se quisermos um futuro mais justo, seguro e humano, precisamos transformar a indignação em ação.

📌 Que tal começarmos agora, compartilhando informação e apoiando mulheres ao nosso redor?


#ChegaDeViolência #PeloFimDoFeminicídio #MariaDaPenha #DireitosHumanos #Respeito #IgualdadeDeGênero #Cidadania #Cidadania23 #Ineb #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil


Legislação Aplicada à Auditoria em Segurança do Trabalho

@ebconsultoriasst Legislação:  A legislação aplicada à auditoria em Segurança do Trabalho constitui o conjunto de normas, princípios jurídic...